PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Crítica

Cinema e TV | Isto é uma coisa a ver: The Good Place

Cinema/Televisão | Isto é uma coisa a ver. Depois de morrer, podemos ir para um bom lugar, criado à medida dos desejos dos habitantes, onde se descobre o sentido de Twin Peaks, ouvem todas as coisas boas que disseram sobre nós e encontramos a nossa alma gémea

Elsa Margarida Rodrigues, professora e escritora Elsa Margarida Rodrigues, professora e escritora
13 de Agosto de 2022
em Crítica
Share on FacebookShare on Twitter
Elsa Margarida Rodrigues, professora e escritora
Elsa Margarida Rodrigues, professora e escritora13 de Agosto de 2022

The Good Place é uma série disponível na Netflix, criada por Michael Schur, dividida em quatro temporadas.

É uma comédia que aborda questões acerca do sentido da vida e propõe um cenário para o que acontece após a morte.

Depois de morrer, podemos ir para um bom lugar, criado à medida dos desejos dos habitantes, onde se descobre o sentido de Twin Peaks, ouvem todas as coisas boas que disseram sobre nós e encontramos a nossa alma gémea; para um mau lugar, um inferno de tortura com um buraco interdimensional onde panquecas comem pessoas; ou para um lugar intermédio, onde existe cerveja, mas quente, música, mas cantada pelos Eagles, e poesia, mas recitada por William Schatner.

O sistema de pontos que decide a que sítio se pertence é complexo e contabiliza todas as ações praticadas em vida.

Por exemplo, roubar um pão são 17 pontos negativos, mas se for uma baguete são 20, porque isso nos torna mais franceses.

O início da série dá-se com a chegada de Eleanor ao bom lugar, onde sabe não pertencer.

A recebê-la está Michael (Ted Danson), o Arquiteto, que lhe apresenta a alma gémea, Chidi, um professor de filosofia moral, Tahani, uma mega socialite, Jianyu, um monge budista e Janet, a assistente de Michael, uma mistura de génio da lâmpada e supercomputador.

Sabendo que não foi boa pessoa em vida, Eleanor tenta sê-lo depois da morte com a ajuda de Chidi, e é aí que começam as questões filosóficas: o que é o bem e o mal?

O que faz de uma ação boa ou má: as intenções ou as consequências?

Uma ação má é-o sempre e em qualquer circunstância, ou depende da situação concreta? Serão as escolhas que fazemos verdadeiramente livres ou determinadas por fatores que desconhecemos? Se cumprirmos uma espécie de destino, haverá responsabilidade moral?

E pode uma má pessoa tornar-se boa se as circunstâncias mudarem? De forma doseada e bem humorada, a série mostra respostas de grandes filósofos, o que a torna uma excelente ferramenta para ensinar filosofia.

O episódio 5 da T2, por exemplo, ilustra o Dilema do Elétrico, criado por Phillipa Foot: se formos condutores de um elétrico prestes a atropelar cinco pessoas, mas tivermos a hipótese de mudar de linha e matar apenas uma, o que devemos fazer?

A resposta parece óbvia, mas são introduzidas variações hilariantes que abalam qualquer certeza moral.

Em cada temporada, a série apresenta reviravoltas que levam à conclusão de que afinal bem e mal estão contidos um no outro e que o inferno, muitas vezes, podem ser aqueles de quem mais gostamos.

Perto do fim, percebe-se que o sistema que leva à condenação ou salvação dos humanos está estruturalmente errado pois, além de não permitir o aperfeiçoamento moral após a morte, não tem em conta a complexidade do mundo atual, onde cada ação tem impactos imprevisíveis.

Cabe aos seis personagens apresentar uma solução original para a pós vida.

O que conduz a outra reflexão: quando a perfeição é eterna, será perfeição? Quando a diversão dura para sempre, não deixará de ser diversão num ponto qualquer?

Nós, humanos, estamos sempre um bocado tristes porque sabemos que nada é perfeito e tudo vai acabar (até as férias), mas talvez seja isso que dá sentido à vida.

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

 
Tópicos: CinemacríticaElsa Margarida Rodrigueselsa rodriguesfilmesnetflixopiniãoseriadossériestelevisãoThe good place
PartilharTweet

Mais informação

A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos
Viver

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Próxima publicação

Indolência

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

MAIS VISTOS

A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?