PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Contra a barbárie

Helena Rafael, assessora de imprensa Helena Rafael, assessora de imprensa
23/12/21 03:12
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Helena Rafael, assessora de imprensa

“Acredito que a ordem é melhor que o caos, a criação melhor que a destruição. Prefiro a delicadeza à violência e o perdão à vingança. De modo geral penso que o conhecimento é melhor do que a ignorância, e tenho a certeza de que a empatia humana é melhor do que a ideologia. Acredito que, apesar dos triunfos recentes da ciência, os homens não mudaram assim tanto nos últimos dois mil anos; e, por conseguinte, devemos tentar continuar a aprender com a História. (…) Acima de tudo, acredito que certos indivíduos receberam de Deus o dom do génio, e valorizo uma sociedade que torna isso possível.”

O excerto com que abro este texto pertence às páginas finais da obra Civilização – O Contributo da Europa para a Civilização Universal (Gradiva, 2021) do historiador inglês Kenneth Clark.

Um livro singular que sai agora em edição portuguesa escrito a partir dos guiões originais da célebre série de televisão homónima encomendada por David Attenborough e emitida pela BBC, em 1969.

Kenneth Clark (1903-1983), o mais jovem director a ocupar o cargo na National Gallery em Londres (tinha apenas 30 anos) e que chegou a ser conselheiro de Calouste Gulbenkian, percorre no livro a história da arte, da arquitectura, da ciência, da poesia e da filosofia ocidentais, desde a Idade das Trevas até ao final do século XX, ocupando-se do contributo dos grandes artistas europeus no desenvolvimento do espírito humano – de Dante a Einstein, de Bernini a Bach, de Descartes a Rembrandt, de Van Gogh a Tolstoi, entre muitos outros óbvios e menos óbvios.

Em cerca de 400 páginas acompanhadas de imagens das obras que menciona, Clark guia o leitor no espaço e no tempo, contextualiza, ousa novas interpretações e aproxima-nos de uma longa linhagem de homens e mulheres cujas realizações transformaram a civilização europeia alargando a nossa compreensão do mundo e de nós próprios.

Consciente das omissões e das generalizações a que uma proposta desta magnitude o conduziria, Clark optou no livro por manter a fluidez e o ritmo que marcaram os guiões dos episódios de televisão, em detrimento de uma versão mais exaustiva como poderia sugerir a passagem à escrita.

Como ele próprio afirma no prólogo, “é assim que conversamos à mesa depois do jantar, com os ritmos do discurso comum e até alguma linguagem improvisada que impede a conversação de se tornar pomposa”.

Sem o som e as imagens em movimento que singularizaram os episódios de Civilização, a versão em livro continua a oferecer, a par da erudição do autor, a emoção genuína e o entusiasmo de um pedagogo que transmite numa linguagem cristalina 13 lições magistrais sobre arte e não só.

No capítulo final do livro, Kenneth Clark, que atravessou duas guerras mundiais e assistiu à descoberta da bomba atómica, mantém algumas reservas quanto ao futuro.

Seguro de que todas as manifestações artísticas da civilização ocidental e de que os seus sucessivos de renascimentos devem dar-nos confiança em nós próprios, considera, por outro lado, que a falta dela pode estar na origem do seu fim e que “o cinismo e a desilusão podem ser tão eficientes a destruir-nos como as bombas”.

E termina citando uma estrofe de um poema profético de W. B. Yeats:

“Tudo se desmorona, o centro já não aguenta;
A pura anarquia anda à solta pelo mundo,
A maré tingida de sangue foi libertada, e por toda a parte
A cerimónia da inocência submersa.
Aos melhores falta-lhes convicção, enquanto os piores
Ardem de paixão intensa”

Talvez o reencontro com o que de melhor gerámos enquanto civilização através das palavras de Kenneth Clark possa ser um caminho para um novo renascimento.

Feliz Natal.

Tópicos: Helena Rafaelopinião

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Estrangeiros residentes no distrito aumentaram 26% desde 2011

Estrangeiros residentes no distrito aumentaram 26% desde 2011

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?