A Câmara da Marinha Grande é liderada pela primeira vez por um movimento independente. Que avaliação faz da governação do +MPM?
Ainda não se pode fazer uma avaliação objectiva, porque este executivo tem um ano. Segundo a opinião que o presidente deu há pouco tempo em entrevista, tem tentado reestruturar a Câmara da Marinha Grande, a sua orgânica. Agora depende dele. Ele é que sabe o quer e não tenho de comentar. De qualquer maneira, precisava de sentir um bocadinho mais o calor das decisões relativamente ao que é a nossa identidade. Hoje está a decorrer a Conferência Internacional do Vidro. O Ano Internacional do Vidro não terá tido a força que eu penso que se podia ter dado, podia ter sido um bocadinho mais aprofundado, nomeadamente com o recuperar de algumas relações que nós tivemos há 17 anos, quando saí da câmara. Perderam-se algumas relações e conhecimentos. Mesmo assim, penso que se fez alguma coisa de útil e de positivo.
Esta mudança traduz de alguma forma o enfraquecimento dos partidos políticos…
No meu entender, os partidos políticos é que dão nascimento aos movimentos independentes. Há uma atitude legítima de certas pessoas não gostarem de viver a vida partidária. Penso que com algumas razões, porque nem tudo é bonito na vida dos partidos políticos em Portugal. Portanto, aceito que haja cidadãos que queiram fazer de outra maneira. Penso que a passagem do PS pela câmara, depois de eu ter saído, tem culpas no cartório.
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