PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Abril, as fraturas da democracia e a ficção da neutralidade

Sara Araújo, socióloga Sara Araújo, socióloga
15/04/21 11:04
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Sara Araújo, socióloga

Importa enfrentar perguntas difíceis e avaliar erros do passado. Olhar para o caminho feito não é, como disse o primeiro ministro no inicio de março, fazer uma revisão autoflageladora, mas superar o medo de amadurecer. A negação impede o diagnóstico. Falhando no reconhecimento dos desvios à democracia, estamos a condenar-nos a repetir os erros.

Quando Costa disse que os portugueses não se reveem no discurso de Mamadou Ba, não falou por mim. Quando afirmou que se está “a abrir de forma artificial uma fratura perigosa para a nossa identidade”, falhou o diagnóstico, porque recusa ler a história com as variáveis reveladas pelas lutas sociais e cientificamente reconhecidas.

O feminismo traz visibilidade à violência de género, não inventa o patriarcado. Do mesmo modo, o antirracismo não inventa o racismo e o colonialismo, revela as suas origens e continuidades. Se ignorarmos os processos de silenciamento e toda a violência que os envolveu, permaneceremos no túnel da visão parcial da história e aceitaremos a ficção do mérito individual.

Quando dizemos que há racismo ou sexismo na sociedade portuguesa, estamos a discutir assuntos maiores que os indivíduos. A opressão estrutural, historicamente constituída, entranha-se na vida, reproduz-se e reforça-se na organização do território, na esfera doméstica, nas oportunidades, na linguagem, nas expectativas, na seleção de quem opina. Encolhe-nos como coletivo, subtrai em vez de somar, restringe a nossa imaginação política.

Uma democracia não pode assobiar para o lado quando, de forma coerente e sustentada, lhe apontam limites. Não pode dispensar-se da congruência, argumentar que foi longe que chegue ou que é velha para aprender, sob pena de ficar tão frágil que sucumbe à narrativa simplista e criminosa dos autoproclamados heróis antissistema.

A fratura de que falou António Costa sempre existiu, porque o contrato social nunca foi cumprido. Os direitos à habitação, à saúde, ao trabalho e à educação, inscritos na constituição de 1976, deixaram grupos inteiros de fora. Não foi azar, mas resultado da distribuição desigual de poder. Populações negras, comunidades ciganas, imigrantes viram sempre negados direitos fundamentais. Como essas vozes foram abafadas, a fratura não esteve exposta e a ilusão da universalidade passou por verdade.

A caminho dos 50 anos, a democracia tem que perceber que a vida é complexa. Larguemos a culpa com as certezas absolutas, saibamos assumir erros, posicionarnos de forma informada, sem medo de reconhecer que podemos ser simultaneamente opressores e oprimidos e que exigir mais não é condenar a democracia, mas defendê-la. É somar possibilidades de imaginar, não é subtrair.

A neutralidade, de que alguns se orgulham, é uma falácia. Se assistimos a uma situação de bullying sem intervir, somos cúmplices do opressor. Quem se imagina parado, desliza na corrente da opressão hegemónica.

25 de abril sempre, porque a democracia é necessariamente uma construção inacabada.

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

Tópicos: 25 de abrilAntónio Costabullyingciganoscolunacomunidades ciganasdemocraciadireitos fundamentaisfeminismofracturafraturaidentidadeimigrantesmamadou banegrosneutralidadeopiniãopatriarcadopopulações negrasracimsorevoluçãoSara Araújosexismo

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Covid 19: Um óbito e mais 21 novos casos no concelho de Leiria

Covid 19: Um óbito e mais 21 novos casos no concelho de Leiria

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?