Como vê as medidas adoptadas pelo governo para aliviar o impacto da subida da inflação na vida dos portugueses?As pessoas foram colocadas em primeiro lugar, as empresas em segundo. Pode fazer sentido. Mas pôr as pessoas em primeiro lugar, pode não ser suportá-las de forma directa. Se se perceber que ao apoiar as empresas se dão condições para que elas paguem remunerações interessantes, é preferível isso do que pôr as pessoas na fila de esmolas. Há em Portugal a filosofia de carregar nos impostos para alguém redistribuir. Mas há outras filosofias, que defendem que as partes, pelas suas competências façam fluir os rendimentos, sem ser numa óptica de redistribuir. Os governos devem ter a preocupação de proteger os mais débeis. Mas não se cria uma classe média pela via assistencialista.
Qual é a via que defende?
Mais orientação para as empresas, para que estas, de forma mais robusta, possam apoiar os seus trabalhadores remunerando-os melhor. O Estado devia concentrar-se nos que têm mais dificuldades. Esses têm obviamente de ser apoiados. Os outros têm de ser estimulados para que a sua competência e o risco das suas actividades sejam bem remunerados.
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