PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Música | Baraka e a memória selectiva

Hugo Ferreira, fundador da Omnichord Records Hugo Ferreira, fundador da Omnichord Records
06/06/20 08:06
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Hugo Ferreira, fundador da Omnichord Records

Imaginem um norte-americano chamado Everett LeRoy Jones, nascido na ressaca da grande depressão e que aos vinte e poucos anos de idade consegue redesenhar a cultura e a sociedade dos Estados Unidos da América e, por consequência do mundo ocidental.

Saiu da força aérea e fundou um jornal para dar palco a um novo movimento literário (que ficou conhecido como beat generation) e lá publicou alguns dos primeiros textos de Allen Ginsberg, Jack Kerouak ou Gregory Corso.  Acumulou galardões pela prosa, poesia e peças de teatro que escrevia e foi responsável pela primeira obra literária de referência sobre os géneros musicais que explodiam e revolucionavam a cultura norte-americana.

Criou pólos culturais onde as artes eram partilhadas, estudadas e trabalhadas de forma comunitária, iniciou grupos sociais de discussão e de participação cívica e, em palco, passou a cruzar a poesia com o ritmo e com a percussão, o que veio a influenciar várias gerações de artistas, músicos e poetas que criaram e desenvolveram movimentos como o hip hop, rap e a slam poetry.

Irrequieto, inspirado e inspirador, conhecido como “grandfather of hip hop”, Leroy Jones mudou de nome na segunda metade dos anos 60, logo após a morte de Malcolm X, assumindo-se como Amiri Baraka. 

E daqui talvez se comece a descortinar a razão pela qual uma das maiores lendas da cultura e do activismo da segunda metade do século passado não seja sobejamente reconhecida. Podemos afiançar que o título do seu livro “Blues People: Negro Music in White America” é uma boa pista.

Desde a criação do “Black Arts Repertory Theater” à fundação do “Congress of African People”, passando pelo colectivo musical “The Last Poets”, Amiri Baraka liderou a “Black Arts Movement” juntando de forma única o espírito e consciência de militância com as correntes intelectuais, artísticas, sociais e políticas.

Empolgando uma nação afro-americana que queria integrar e conciliar com a nação norte-americana, até porque “you can’t be american without being related to other americans”, o FBI cedo o sinalizou como um dos possíveis líderes para suceder a Malcolm X e chegou a estar às portas da morte depois de um espancamento pela polícia, passando então a adoptar uma conduta mais política e revolucionária que o levam a um certo ostracismo por parte da crítica literária e artística que não aceita que se confunda arte e activismo. 

“The artist’s role is to raise the consciousness of the people. To make them understand life, the world and themselves more completely. That’s How I see it. Otherwise, I don’t know why you do it”.

Baraka era a prova de que a palavra transformava, que a poesia construía, que a voz unia e foi inclusivamente, pela sua actuação cívica e social, que Kenneth A Gibson acabou por se tornar no primeiro afro-americano a chegar a Mayor. 

Amiri Baraka escreveu as linhas e deu a voz merecida e justamente reivindicada pela nação americana que os Estados Unidos subjugavam. 

Passaram décadas e a memória selectiva e colectiva teimam em esquecer o seu nome e a sua memória. Da mesma forma que a subjugação teima em deixar de fazer parte de um pretérito imperfeito, aquela que ocorreu no passado e que não foi terminada. Aquela que não é só dos Estados Unidos. 

Continuamos, consciente e insconscientemente, a oprimir e, muito mais do que um hastag generalizado, precisamos de aprender, de ler, de escrever e de ouvir.

E precisamos urgentemente de mais Amiri Baraka no mundo. 

Tópicos: BarakacríticaHugo Ferreiramúsicaopinião

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Covid-19: número de novos casos no distrito de Leiria é o maior dos últimos dois meses

Covid-19: número de novos casos no distrito de Leiria é o maior dos últimos dois meses

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?