PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

O distanciómetro

Paulo José Costa, psicólogo clínico Paulo José Costa, psicólogo clínico
29/05/20 05:05
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Paulo José Costa, psicólogo clínico

Decidiu registar a patente da sua mais recente invenção.

Ouvira os governantes a informar no noticiário que, mais do que nunca, seria preciso garantir que todas as regras sanitárias eram respeitadas.

Se queríamos voltar a uma certa normalidade, havia que afiançar um vasto rol de comportamentos, garantindo a devida distância entre as pessoas, na rua, no supermercado, no talho, na padaria e no café.

Mas também, no areal e no picnic, entre os vendedores ambulantes e as barracas de farturas, e as roulottes das bifanas, as carripanas das pipocas e dos gelados, os balneários, bem demarcados com estacas ou linhas imaginárias, tudo com a decretada utilização de sinalética em relação à ocupação, com os devidos protocolos da etiqueta sanitária.

Viseiras já existiam aos magotes.

Tudo a granel, de vários formatos, mas sempre com acrílico a criar a putativa segurança.

Mas tornavam-se incómodas. E davam um ar de soldador até à mais previdente cabeleireira.

Também já era abundante a panóplia dos álcoois – os géis e os liquefeitos, em spray ou com esguicho direcionado, de ph hidroalcoólico, etanol e propanol, com propriedades bactericidas e fungicidas, virucidas, anti-sépticas, leveduricidas, tuberculocidas, teor higienizante e proporção etílica superior a 70% – que essa é que dízima o sacana do bicho – com a devida proporção de fragrâncias e glicerina, para ser bem tolerado ao olfacto e não arrepiar as epidermes.

E as máscaras, ora sociais ou comunitárias, nem sempre recicláveis.

Umas cirúrgicas, ou ffp1, ffp2, ffp3, descartáveis, coloridas e em tons matizados, com estampas personalizadas, em tecido ou de esponja, com filtro em carbono activado e de material transpirável.

E as luvas de borracha nitrílica, com e sem talco, de latex ou vinil, neopreno, polietileno ou PVC, brancas, azuis ou pretas.

Tudo isso já tinha sido inventado.  E não faltava em nenhum local de comercialização, bazar, farmácia ou armazém grossista.

Também já havia os drones que lançavam uns apelos, vigiando a populaça, tendo o dom de espargir uns borrifos de lixívia para imunizar a calçada.

Agora, um distanciómetro era coisa que ainda ninguém se tinha lembrado de inventar.

Aquela eureka soara-lhe como uma ávida cogitação. Direccionada ao target dos comichosos, dos peçonhentos e assustadiços.

Destinado aos obcecados com expelições alheias.

Um automatismo a preceito.

Composto por um pau de vassoura com 150 centímetros de comprimento, forrado com película aderente para imunizar o cabo, tem em cada extremidade uma luva de latex homologado, preenchida de bolas de esferovite.

Isto para dar o efeito de STOP e simular a mão de um sinaleiro.

Simples o funcionamento: apetrechado de sensor com sirene acoplada, zumbe sempre que algum transeunte ultrapassasse o perímetro regulamentado.

Assim que haja a quebra da distância calibrada, está preparado para expelir uma solução à base de cloreto, não vá algum perdigoto desvairado escapulir-se da boca dos imprevidentes.

O distanciómetro é o último grito da tecnologia, uma autêntica boia de salvação.

E foi com uma célebre frase de Einstein – o seu inventor de referência, que fechou em rodapé o manual de instruções do seu invento: “o homem sábio é um criador de valores que não existem e que ele faz existir”, ainda que não compreendesse, verdadeiramente, o sentido daquela citação, mas lá que lhe soava bem, soava.

Tópicos: opiniãoPaulo José Costa

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Cardeal António Marto pede regresso às igrejas “com as devidas cautelas”

Cardeal António Marto pede regresso às igrejas "com as devidas cautelas"

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?