PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Da janela do segundo andar

João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
17/05/18 12:05
em Opinião
Da janela do segundo andar
Share on FacebookShare on Twitter
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO

Da janela do segundo-andar é difícil olhar o céu porque também há prédios do outro lado da rua. O céu olhado cá de baixo parece o teto do corredor que é a rua: azul de dia, escuro de noite.

Se for de dia, o sol parece um candeeiro pendurado no teto da rua com uma luz muito forte. Se for de noite, quando está lua-cheia, parece um candeeiro com uma luz muito fraquinha. Se for de noite e a lua estiver em quarto-crescente, parece um barco que atravessa o teto. Se for de noite e não houver lua, as estrelas parecem vidrinhos a brilhar colados ao teto.

O vizinho do segundo-andar, à noite, gosta de ver aquele pedacito de céu entre os prédios da rua. Mas os prédios são altos e o céu é muito lá em cima e as estrelas estão ainda mais longe. – Uma destas noites quero olhar as estrelas… mas como deve ser!, dizia ele.

O vizinho do segundo-andar nunca tinha subido até ao terraço que há no cimo do prédio. – Podia muito bem ir no elevador… mas seria tão fácil. Ou subir as escadas!… Mesmo assim parece-me pouco esforço para olhar uma coisa que deve ser tão bonita.

Vou amanhã. E todos os dias eram véspera de amanhã. E todas as noites ficava sentado no sofá a olhar para um livro de astronomia que sabia de cor e onde estava o nome de todas as estrelas que há no céu.

– Amanhã, sem falta! E na noite seguinte sentava-se no sofá a olhar para as estrelas de papel e a desejar olhar para estrelas de verdade que estavam mesmo ali por cima do teto da rua.

O vizinho do segundo-andar tinha um amigo de quem gostava muito. Todos os dias se encontravam para beber um café e falar das mil-e-uma coisas de que são feitos os dias.

 [LER_MAIS] – A amizade, dois dedos de conversa e um cafezinho, é o melhor que se leva desta vida!, gostavam de dizer um ao outro. E apertavam as mãos com muita força porque eram amigos desde sempre e gostavam mesmo muito um do outro. E ficavam para ali, sentados na montra do café, a ver passar as pessoas na rua e a inventar futuros para tanta gente.

– Aquela senhora tem um andar muito digno. Um dia vai encontrar um cavalheiro que a mereça, dizia o vizinho do segundo-andar.

– Um cavalheiro, sim, mas que use laço e tire o chapéu para a cumprimentar, respondia o amigo. E riam-se os dois à gargalhada felizes por pensarem em coisas que fariam os outros felizes. Um dia estava um nevoeiro muito cerrado. O teto da rua nem deixava ver o céu e a rua parecia um corredor ainda mais estreito.

Nesse dia o amigo do vizinho do segundo-andar não apareceu para o cafezinho. Nem no outro dia, nem nos dias seguintes. Nunca mais poderiam vir saborear conversas nem amizades. A montra do café deixou de ser o sítio onde podiam inventar futuros para as pessoas que passavam na rua.

A mão do amigo nunca mais estaria ali para a apertar com força como faziam desde sempre. O vizinho do segundo-andar chegou a casa, pegou no livro de astronomia que sabia de cor e onde estava o nome de todas as estrelas que há no céu e disse:

– Amanhã pode ser tarde de mais. De hoje não passa! Abriu a janela, olhou para teto da rua e foi subindo, subindo, subindo até ao terraço que há no cimo do prédio, para lá do nevoeiro. Olhou para as estrelas como se fosse a primeira vez e com o dedo ia apontando: – Sirius, Canopus, Alfa Centauri, Arcturus, Vega, Capela, Rigel, …

*Psicólogo clínico
Texto escrito de acordo com a nova ortografia

Tópicos: João Lázaroopinião

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
A Astúcia da Razão

A Astúcia da Razão

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?