Em Leiria, no ano de 1925, o professor e historiador José Saraiva debruça-se sobre a produção mais famosa da pintura portuguesa no Renascimento e publica o livro Os Painéis do Infante Santo, em que identifica D. Fernando como figura central do políptico, contra a tese dominante que vê em destaque o padroeiro de Lisboa, São Vicente.
A polémica dura até hoje. Painéis de São Vicente (conforme a leitura de José de Figueiredo, em 1910) ou Painéis do Infante Santo. E desdobra-se em múltiplas dimensões, incluindo o lugar de destino da obra, datada do século XV e atribuída a Nuno Gonçalves, pintor régio de D. Afonso V.
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