É um trabalho de paciência… muita paciência. Com ajuda de um maçarico, José Joaquim Constantino, o último calafate da Nazaré, tenta curvar a madeira e levá-la para onde quer. Para facilitar o processo, as tábuas são, previamente, embebidas numa solução à base de óleo e gasóleo que ajuda a amaciá-las.
Depois, “é chegar-lhe o calor”, para lhe “dar o jeito” pretendido e “levar a madeira ao sítio certo”, explica o mestre, enquanto aproxima, mais uma vez, o maçarico da última tábua que colocou na Mimosa, uma das sete embarcações tradicionais da Nazaré que estão a ser restauradas no âmbito de um projecto de preservação deste património cultural promovido pela Câmara.
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