“O trail é o momento em que desligo do mundo e me ligo a mim, é como renascer.” Sempre se fascinou com o desporto, foi guarda-redes de andebol, esteve para integrar o plantel do Boavista quando jogava futebol e praticou no Centro de Atletismo do Porto, onde corria a Rosa Mota. Mas na altura de escolher, quando decidiu seguir os estudos na área, Carla Cristina Leite, de 50 anos, foi convencida pelos “objectivos específicos e pessoais” do atletismo.
No início fazia meio-fundo, com distâncias pequenas em pista, e ripostava sempre que o treinador a mandava correr mais. Ri-se, como se fosse ontem. “Se me visse agora, ia pensar que me tinha passado da cabeça, que fiquei louca”, atira a velocista que se transformou numa aventureira que trilha as serras.
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