PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

A funâmbula e o vendedor de sonhos

Desde que se lembrava de si, preferia o equilibrar-se no lancil dos passeios ao piso firme da calçada que os outros pisavam com segurança.

João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
17 de Fevereiro de 2017
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO17 de Fevereiro de 2017

Apreciava aquela sensação de perigo de caminhar tensa nos poucos centímetros da largura de pedra, a eminência do desequilíbrio, a concentração que impunha a si mesma para não descair para o lado onde outros, paralelamente, caminhavam de cá para lá, sem pensar no ato de andar, mas mais ainda no precipício que representava pôr um pé na estrada e abeirar-se do tráfego acelerado de que sentia um vento resvés.

Nas tardes de sol, e mesmo quando o não havia, desenhava linhas imaginárias entre dois pontos num qualquer espaço. Ponto de partida. Ponto de chegada. Viagem extrema dentro de si. Equilibrar-se num arame com abismos imaginários por de baixo.

Preferir o desafio permanente do depender unicamente de si ao chão-terra onde os outros seguiam confiantes. Viver funâmbula o tempo todo era uma decisão para a vida. Equilíbrio sempre. Nas palavras, gestos, atitudes.

Por via disso sempre era vista como muito ajuizada, um exemplo de ponderação, consensual, eclética chamar-lhe-ia um dia um professor de filosofia dando-a como exemplo de sabedoria.

Os outros a olhá-la distantes. Como se poderia viver sem experimentar todas as coisas, sentir todas as dúvidas, provar todos instantes que a vida proporciona? Como se podia viver tão segura de si?

Evitavam-na e esse vazio entre eles era o seu abismo cada vez maior, mais desafiante, altura que a orgulhava. E fez-se mulher. Só, contudo, no seu arame imaginário por sobre a vida e os outros e o tudo que faziam parte dela.

Leia mais na edição impressa ou torne-se assinante para aceder à versão digital integral deste artigo.

Tópicos: João Lázaroopiniãosonhos
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Salários mínimos, calimeros e políticas de miséria

Salários mínimos, calimeros e políticas de miséria

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

MAIS VISTOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?