PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Viver

“A maioria das crianças de Kibera nunca lavou os dentes ou teve um brinquedo”

Jacinto Silva Duro Jacinto Silva Duro
25/04/16 12:04
em Viver
“A maioria das crianças de Kibera nunca lavou os dentes ou teve um brinquedo”
Share on FacebookShare on Twitter

O que a fez ir para Kibera, a maior favela do mundo, no Quénia, para ajudar no projectoFrom Kibera with Love?
A pergunta que percebi que tanto, eu como outros voluntários, fazíamos a nós próprios, perante determinadas situações em que nos parecia que a nossa ajuda não era bem-vinda era: quem nos disse para virmos? Por um lado, gostava de fazer voluntariado no terreno e ter uma experiência pessoal que fosse totalmente diferente daquilo que conhecia. Por outro, quando conheci aFrom Kibera with Love (FKWL)e a Marta Baeta, a fundadora do projecto, senti que podia aprender muito e contribuir também com alguma da minha experiência profissional.
O que é preciso para ir?
Na teoria, para entrar no Quénia é preciso passaporte, visto e vacinas. Na prática convém estar também associado a um projecto já existente no terreno, uma vez que a adaptação nem sempre é fácil e para quem não conhece é muito fácil ser-se enganado. Além disso, é preciso querer muito e é fundamental deixar cá todas as ideias pré-concebidas – os preconceitos – e ir preparado para encontrar e viver tudo o que acontecer como uma experiência. Seja ela boa ou má.
Há semelhanças na vida das crianças da favela de Kibera, à das crianças portuguesas?
A única semelhança entre eles é o facto de serem crianças. Em Kibera, nascem em famílias muito grandes e pouco funcionais, muitas delas não sabem de um ou ambos os pais e as que os conhecem não recebem preocupação, carinho e cuidado da parte deles a que as crianças portuguesas estão habituadas. Crescem entregues a si, dormem no chão ou em colchões velhos, em “casas” que são barracas, e comem duas ou três refeições que fazem diariamente. Nos dias bons, na escola, comem papa feita com farinha e açúcar e chapati, uma espécie de panqueca frita. Dividem os livros escolares, a borracha e o apara-lápis com os colegas. A maioria nunca saiu de Kibera, usa as roupas que recebe e quando são apoiados por projectos que garantem a sua educação sabem, desde muito pequenos, que há alguém que lhes paga os estudos porque os pais não podem ou não querem. Isso faz com que sejam muito gratos. A maioria das crianças de Kibera nunca lavou os dentes ou teve um brinquedo.
Houve histórias que a tocaram de modo especial?
Foram tantas… É muito difícil conviver com crianças que vivem realidades que nem sequer imaginamos ser possíveis e não nos sentirmos tocados. Vi e conheci um bocadinho de tudo. Vivi um pouco como eles vivem, sendo que tinha muito melhores condições. Isso fez-me conhecer e experimentar a sua realidade. E é muito diferente saber que há crianças que não jantam, e se deitam cedo para não sentirem a fome, e ter uma noite em que também nós não jantámos e damos por nós a fazer o mesmo. Às vezes, pensava “que não nos aconteça nada, nem nos dê a fome”, mas sabia que, para mim, era temporário e no dia seguinte, se me apetecesse e não acontecesse qualquer imprevisto acontecia quase todos os dias – podíamos acordar e apanhar um transporte até ao shoppingmais próximo, beber um café ou comprar o que precisássemos. Já as crianças, teriam de acordar, ir para as aulas e esperar pela hora da primeira refeição. Apesar das muitas histórias que me impressionaram, o que me tocou foi adesumanização que muitos deles vivem e que aceitam pacificamente porque é a única realidade que conhecem.
De que forma podemos ajudar o projecto?
A FKWLajuda quase 80 crianças criando condições para que estudem, o que implica o pagamento das propinas escolares, fardas e materiais, alimentação e cuidados de saúde. Em paralelo e sempre que possível, tentam também melhorar as condições de vida das respectivas famílias, o que melhora substancialmente o aproveitamento escolar, a motivação e o empenho. Ao seguirem a página da FKWL, no Facebook, podem acompanhar o que vai acontecendo, responder aos apelos pontuais de donativos para esta causa extraordinária ou participar nos eventos e acções de solidariedade em Portugal. 

Leia mais na edição impressa ou torne-se assinante para aceder à versão digital integral deste artigo

RELACIONADOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem
Sociedade

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria
Economia

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira
Sociedade

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Próxima publicação
António José Correia vence Excellens Mare

António José Correia vence Excellens Mare

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?