PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

A Palavra do Ano

Fernando Ribeiro, músico Fernando Ribeiro, músico
28/11/18 12:11
em Opinião
A Palavra do Ano
Share on FacebookShare on Twitter
Fernando Ribeiro, músico

Temos ao nosso dispor toda a nossa audiência, pequena ou grande, e uma multitude de aplicações , que nos permitirão partilhar os “nossos momentos” com quem os quiser ver. As luzes de Natal acendem, conforme os orçamentos, e, de repente, sem nos darmos conta, já andamos a correr de um lado para o outro no formigueiro dezembrino.

É também neste período que alguns meios noticiosos e influencers irão escolher a “palavra do ano”. Normalmente, e com alguma confessa tristeza, é a Politica e seus jograis que têm decidido por nós, daí, troika, gerigonça, por aí fora. Na indústria da música, por exemplo, há muita gente que guarda os seus lançamentos mais fortes para o fim do ano.

Assim ficam mais frescos nas cabeças de quem compila as listas dos melhores do ano. É uma estratégia pensada que dá os seus resultados. Por comparação, parece que o nosso Parlamento (falamos da maioria e excluímos desde já quem cumpre com as regras, nada de carapuças) imitou e guardou o melhor para o fim, de modo que o que ficará deste ano é um sabor muito amargo e uma turva visão de como um número preocupante de deputados eleitos, brinca e desbarata as regras de conduta e ética a que se comprometeram quando aceitaram o cargo.

A lista este ano foi longa: moradas falsas, suprimentos de capital não justificado em empresas, omissões na entrega da documentação fiscal, subvenções vitalícias, unhas pintadas, touradas várias, ausências, falsas presenças, passwords trocadas, o diabo.

Comum a esta lista: um rol de desculpas esfarrapadas, invocando uma “ingenuidade” que não é permitida, por Lei, a qualquer cidadão ou contribuinte. E no caso de José (Silvano) & Emilia (Cerqueira) uma fuga para a frente, "a melhor defesa é o ataque” , revelando a promiscuidade laboral no hemiciclo e justificando o pensamento popular e não “populista” (só porque vos convém) de que existem dois pesos e duas medidas.

Aliás, os deputados em questão, não só não se coíbem de se gabar disso, como o partilham como uma coisa que acontece e que nada tem de “mal”. Isto diz muito também de que como estes deputados se colocam e vêm os seus eleitores: sempre de cima para baixo.

Se a pergunta que mais se tem feito em Portugal, como também se tivessemos muito a ver com isso, de como se criam Bolsonaros, ainda não foi convenientemente respondida, podíamos começar então por olhar para estas situações e avaliar de como elas, de facto, descredibilizam as instituições democráticas que nos representam: os partidos, o Parlamento.

É verdade que já ninguém espera que estes deputados sejam modelo de virtude. Os verdadeiros já morreram todos e os que lá estão a fazer o seu trabalho não vêm nos jornais. Já todos percebemos que os deputados também não se acham na obrigação de dar o exemplo e que o sentido de Estado é uma coisa chata perante a oportunidade de ir para uma empresa daqui a uns anos, ganhar bem.

Os mínimos olímpicos já não lhes são exigidos, porque, simplesmente não há ordem na casa, porque cada um faz mais ou menos o que quer, porque o patrão está sempre fora a trabucar para lhes pagar os salários e avenças que eles e elas dizem ser sempre curtos.

E quem disser o contrário ou tentar racionalizar o comportamento destas damas e cavalheiros, pode perfeitamente também continuar a acreditar no Pai Natal e a deixar o leitinho e as bolachas ao pé da chaminé.

A palavra que sugiro para palavra deste ano é impunidade: passar por entre os pingos da chuva. Cobrir de lama o País que jurou proteger e defender, empanturrados no grande self service que se tornou a Politica em Portugal.

*músico

Tópicos: Governoimpunidadelistaspalavra do ano

RELACIONADOS

Criação da Universidade de Leiria e Oeste trava eleições no Politécnico
Sociedade

Criação da Universidade de Leiria e Oeste trava eleições no Politécnico

Maio 16, 2026
Incêndios: Dispositivo Especial de Combate reforçado para a Região de Leiria
Sociedade

Incêndios: Dispositivo Especial de Combate reforçado para a Região de Leiria

Maio 8, 2026
Politécnico de Leiria apoia segurança rodoviária no combate à sinistralidade
Sociedade

Politécnico de Leiria apoia segurança rodoviária no combate à sinistralidade

Abril 27, 2026
Próxima publicação
A Refood Leiria enquanto terceiro sector

A Refood Leiria enquanto terceiro sector

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?