Todos diferentes, todos iguais. Num coro também se faz política? “É um verdadeiro produto colectivo e democrático”, diz António Moreira de Figueiredo. “Tem uma particularidade única do ponto de vista social, porque não há distinções [nem] clivagens”, pelo contrário, “todas as pessoas são uma individualidade, estão num patamar de igualdade e são fundamentais para o resultado”.
Mais: se, como cidadãos, somos tantas vezes treinados “para o individualismo” e “para a competição”, um coro, por contraste, constitui “um exercício de cooperação”, apesar da autoridade, incontornável, do maestro, comenta o arquitecto que desde 1982 integra o Coro do Orfeão de Leiria, o mais antigo em actividade no concelho de Leiria.
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