Um dia “importante para a freguesia e para esta aldeia”. Foi desta forma que o presidente da Junta de Fátima, Humberto Silva, se referiu à inauguração das obras de requalificação urbana de Aljustrel, a aldeia dos Pastorinhos, que teve lugar este sábado, numa sessão presidida pelo secretário de Estado do Turismo.
Na sua intervenção, o autarca de Fátima frisou que as obras, um investimento na ordem dos 700 mil euros executado pela Câmara de Ourém, eram “uma necessidade premente”, lembrando os vários anúncios de requalificação, feitos ao longo dos anos, que “nunca passaram de esboços”.
Frisando que Aljustrel “é uma das aldeias mais visitadas do País”, o presidente da câmara, Luís Albuquerque, destacou a importância da requalificação para a melhoria da qualidade de vida dos moradores e para o usufruto dos visitantes que, com a pedonalização das ruas, podem agora “circular livremente”.
A empreitada abrangeu a criação de passeios, a substituição do alcatrão por calçada e pavimento para pessoas com mobilidade reduzida, a iluminação pública, as redes de água e pluviais e o mobiliário urbano. Foi ainda criado um parque de estacionamento à entrada da aldeia, para já em terra batida, que, segundo o presidente da câmara, será objecto de requalificação. Também em falta está o enterramento dos cabos de comunicações, a executar pelas empresas, referiu o presidente da câmara.
“Quando estamos a qualificar o espaço público, estamos a aumentar a atractividade dos lugares”, realçou o secretário de Estado do Turismo, que apontou a “qualificação das experiências turísticas” como um dos maiores desafios do sector.
Destacando Fátima como “ponto de visitação global”, o governante disse acreditar que, este ano, será “ultrapassado” o número de visitantes de 2023, também em resultado do retomar dos voos directos entre Portugal e a Coreia do Sul, a partir de Setembro.
Também a nível nacional as expectativas são de crescimento do turismo, assumiu Pedro Machado, convicto que é possível melhorar as receitas da actividade turística, que, em 2023, rondaram 27 mil milhões e euros. Mas, frisou, os resultados que “têm de ter expressão na melhoria da qualidade de vida, não só de quem visita, mas também de quem vive nos territórios”.














