PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Alicerces

Cláudia Camponez, psicóloga educacional Cláudia Camponez, psicóloga educacional
25/12/21 11:12
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Cláudia Camponez, psicóloga educacional

Era bom que todos nascêssemos com as mesmas oportunidades, mas isso não é possível, não é de todo controlável. Antes de sermos nós já alguém escolheu em nosso lugar. Não se foge à hereditariedade nem ao meio ou à circunstância em que crescemos. Há coisas que não se escolhem.

Não podemos escolher, por exemplo, os contextos familiares a que as crianças estão sujeitas nem os caminhos que percorrerão. No entanto, podemos escolher dar-lhes recursos. Recursos que as ajudem a fazer face às diferentes adversidades que sabemos que a vida tem. Felizmente, a escola já começa a fazer alguma coisa nesse sentido e prova disso são os documentos Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, ainda com poucos anos de vida, mas na minha opinião verdadeiramente fundamentais. Ambos se preocupam com o desenvolvimento de valores e competências de base humanista, a promover em contexto académico.

De facto, a escola não pode ser apenas o sítio onde aprendemos a ler, a escrever e a fazer contas. A escola reconfigurou-se, muito porque os desafios sociais e económicos do mundo atual a isso obrigaram, mas também, acredito eu, porque precisamos de ajudar a construir futuros emocionalmente prósperos.

Atualmente, na escola, aprende-se formalmente sobre direitos humanos, sustentabilidade, interculturalidade, igualdade, instituições, participação democrática, entre outros domínios de educação para a cidadania. Do currículo nacional faz parte uma disciplina chamada precisamente Educação para a Cidadania que aborda questões importantíssimas, mas se queremos que as crianças observem o mundo, primeiramente terão de saber observar-se a si mesmas e antes de escreverem sobre os outros terão de saber escrever sobre si.

Neste sentido, considero que na base de todas as aprendizagens está a disponibilidade emocional para aprender e que as competências sócio emocionais, desenvolvidas em contexto de sala de aula são uma necessidade. Alicercem a construção pessoal de cada aluno e tornam a aprendizagem mais saudável, efetiva e equitativa.

A partilha no grupo permite empatia, promove a procura de soluções e mostra às crianças que os seus problemas e dificuldades são também os problemas e as dificuldades dos seus colegas. Falar do que sentimos também deve ser ensinado. É profilático.

Ainda ontem ouvia dizerem na rádio que muitos homens não choram, muito pelo que lhes foi incutido em pequenos. Ser macho, às vezes, infelizmente, ainda é isso, exige contenção e engolir emoções. E para quê essa rijeza? Para depois andarmos a braços com depressões e ansiedades.

Uma criança que cresça a saber ouvir, a expressar o que sente, que encontre nos pares compreensão e apoio, será, certamente, um adulto mais capaz, mais capaz de interagir com tolerância, empatia e responsabilidade e mais capaz de confiar em si mesmo e de se autorregular. Aprenderá a pedir ajuda e a ajudar, respondendo com maior perseverança aos desafios complexos do século que atravessamos.

Enquanto não nasce um espaço formal para a aprendizagem e promoção de resiliência nas crianças deixo pequenas sugestões, fáceis de implementar e potencialmente transformadoras, na medida em que atuarão ao nível das crenças que as crianças vão guardando sobre si mesmas:

– Escolha as palavras para se dirigir à criança. Mude o verbo quando fala com ela. Em vez de “És desatento”, diga “Estás desatento”;
– Quando quiser fazer com que a criança se sinta melhor não diga “Isso já passa”, mas antes ”Ficaste mesmo triste”;
– Comece o dia com a data de hoje no caderno e dê depois a oportunidade de cada um falar sobre o que sente. Uma simples frase para completar pode fazer milagres. Hoje eu sinto-me…;
– Crie uma caixa de medos, onde cada criança colocará de forma anónima o que mais teme;
– Crie um cantinho da escuta
– Pesquise por I wish my teacher knew;
– Procure o Currículo Europeu para a Resiliência;
– Mantenha expetativas elevadas para todas as crianças, incluindo aquelas que estão em maior situação de vulnerabilidade;
– Não se esqueça que “Os professores são a força mais influente e poderosa para a equidade, acesso e qualidade na educação” (Irina Bokova, Diretora-geral da UNESCO) e que o investimento mais duradouro é sem dúvida a educação que recebemos.

Tópicos: Cláudia Camponez

RELACIONADOS

Opinião

Tempo para abrandar

Agosto 16, 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Palavras com eco

Julho 13, 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Percursos singulares

Junho 7, 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Próxima publicação
Palavra de Honra | O altruísmo eleva-nos

Palavra de Honra | O altruísmo eleva-nos

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?