Vivem-se novos desafios, relacionados com a reciclagem e sustentabilidade, entre outros. Está a indústria portuguesa preparada para lhes responder?
Claro que sim. A indústria sempre teve essa força. Renovar-se, dotar-se dos melhores equipamentos e das melhores práticas sempre foi o caminho. Neste momento a indústria está fortemente empenhada em combater a diabolização associada ao plástico. O cerne da questão é a vertente comportamental, e não a vertente dos materiais. Como tal, apelamos ao consumo sustentável. Só com uma economia mais sustentável, mais circular, podemos ter um ambiente e um planeta melhores.
O plástico é um material com futuro garantido?
É um material maravilhoso, pode ser reciclado centenas de vezes. Um quilo de plástico velho faz outro quilo de plástico. Se soubermos valorizar a cadeia da reciclagem podemos ter melhores reciclados. Mas para isso temos de ter melhor recolha selectiva. [LER_MAIS] E para ter melhor recolha selectiva, precisamos de políticas públicas que melhorem a separação, para que o reciclado que vai para o mercado não seja apenas usado em produtos low-cost, mas possa também ser incorporado em produtos de maior valor acrescentado.
Precisamos de novos métodos de recolha?
Enquanto a recolha estiver a ser feita na base da quantidade e não numa base assente no potencial do resíduo, vamos estar a cair no erro de não separar devidamente para posterior aproveitamento, com vista a que os reciclados possam ser incorporados em produtos de maior valor acrescentado.
A indústria do plástico tem grande importância em Portugal…
A sua actividade vale cerca de 2,5% do PIB [Produto Interno Bruto], dá trabalho a perto de 25 mil pessoas e é uma indústria que está muito comprometida com o ambiente. Somos os primeiros a defender o ambiente, com boas práticas, e apostando na economia circular, para criar produtos mais sustentáveis e fomentar junto do consumidor produtos com maior incorporação de matéria-prima reciclada para chegarmos aos desígnios que hoje nos são colocados.










