Quais são os principais argumentos da candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura 2027?
Leiria foi a primeira cidade a manifestar intenção de ser candidata, a 22 de Maio de 2015, há já quase seis anos, portanto. Intenção que foi também a primeira cidade candidata a reiterar nos primeiros dias logo após o primeiro grande confinamento pandémico. Quer esta lonjura na intenção quer esta urgência na sua reiteração devem-se justamente ao trabalho que, em 2015 importava realizar, que foi estruturado em rede com muita intensidade nos últimos três anos. E esse trabalho surge por todo o lado na nossa candidatura. Surge no conceito, surge no nome, surge na marca, surge na participação e no envolvimento. Surge no Congresso que realizamos sobre O Futuro da Nossa Cidade e surge na necessidade e vontade de um território vasto e diverso de 26 municípios construírem rede, coserem território e fazerem “cidade” através daquilo que nunca tinha sido pensado em conjunto: a cultura como casa comum e a procura da ideia de Europa como destino. Este trabalho tem um nome, chama-se Rede Cultura 2027.
A coexistência de 26 municípios de três distritos, com diferentes identidades, entre Castanheira de Pera e Arruda dos Vinhos, é uma força ou uma fraqueza do projecto?
Não só é uma força, como é “a” força. É quem somos, e por sermos assim é também o que nos diferencia. Como a Europa (e, até o seu conceito de cidade, não é só Paris e Berlim, também é Ansião e Castanheira de Pera) esta diversidade significa diverCidade. Estes aparentes paradoxos são, na verdade, traços que desenham um rosto complexo, autêntico, personalizado. Esta nossa candidatura tem, por isto, uma fortíssima natureza e uma marcadíssima identidade: a de ser uma rede de 26 municípios que se encontram através da cultura para se traduzir e transformar em intérpretes efectivos da cultura europeia.
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