Quando Elisa e Maria Gabriela nasceram, quase se podiam contar pelos dedos os automóveis que circulavam nas estradas. As casas não tinham luz eléctrica, o homem não tinha conquistado o espaço e o televisor era um invento com o qual nem se sonhava ainda. Em 1938, Salazar liderava os destinos deste pequeno País, quando outras forças se conjugavam para o eclodir da Segunda Grande Guerra, que viria a estalar no ano seguinte.
Foi neste contexto, onde a pobreza e a precariedade dominavam a vida da maioria da população portuguesa, que ambas viriam a crescer. E a crescer tão rapidamente, que nem Elisa nem Maria Gabriela tiveram alternativa senão pular da infância para o mundo do trabalho, sem antes terem tido oportunidade, nem incentivo, para se sentarem nos bancos da escola.
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