Um conjunto de acasos levou Andresa Olímpio a trocar Lisboa por Mira de Aire, em Porto de Mós, e o marketing pela encadernação e restauro de livros, ofício que concilia com produção de cadernos cosidos à mão, feitos em papel reciclado, que comercializa com a marca que criou, a Poema. É, diz, o seu contributo para “salvaguardar estas técnicas do esquecimento” e “valorizar o fazer lento, atento e único”.
Natural da Covilhã, onde se formou em Ciências da Comunicação e Marketing, Andresa Olímpio conta que foi durante um workshop que fez, em 2017, com Paula Roush, fotógrafa portuguesa radicada em Londres, que descobriu a paixão por coser à mão. Nessa altura, já estava a viver em Mira de Aire. “Após terminar o curso, fui trabalhar para Lisboa. Cheguei a um momento em que queria viver de forma mais tranquila, mas, ao mesmo tempo, sem estar isolada. Vim para a zona de Alcanena trabalhar na área do marketing e, por questões pessoais, acabei por ficar em Mira de Aire”, revela Andresa Olímpio, de 40 anos.
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