Nos dias do núcleo de Leiria da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), as cadelas Lua e Salsa, duas labradoras, são presença obrigatória. Na sessão em que o JORNAL DE LEIRIA se intromete, Lua é a terapeuta de serviço, a auxiliar a psicomotricista Ana Fragoso. Há uma menina de quatro anos no centro dos acontecimentos , que aproveita a objectiva da máquina fotográfica para exibir proeza atrás de proeza. Sempre em interacção com a amiga Lua. Exercícios rápidos com cores, bolas, percursos – e biscoitos de recompensa, claro – que permitem trabalhar a linguagem, a lógica, o raciocínio, a motricidade física, o equilíbrio ou a estimulação sensorial, entre outros ângulos do desenvolvimento.
Dos problemas neurológicos e psicocomo tores mais desafiantes aos medos e desequilíbrios mais comuns, passando pelo autismo, a terapia assistida por animais tem-se revelado uma resposta útil, também em Leiria, onde a terapeuta Ana Fragoso acompanha crianças e jovens há vários anos, em diferentes contextos, com o apoio de cães e cavalos. Um caso que recorda com intensidade também tem como protagonista a cadela Lua, que se tornou a companheira especial de um menino portador de síndrome raro que manifestava pânico de canídeos e depois de algumas sessões acabou a passear a Lua na rua e a dar-lhe comida na mão.
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