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Home Opinião

Autoestima

Importante não é considerarmos que somos os melhores, mas antes nos sentirmos bem com o que conseguimos ser e fazer.

António Frazão António Frazão
5 de Setembro de 2016
em Opinião
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António Frazão
António Frazão5 de Setembro de 2016

Sobretudo desde os anos 70 começou a dar-se grande importância à autoestima (AE) considerando-se que esta é a chave do sucesso nas aprendizagens e a base necessária para se ser um adulto feliz.

A AE, enquanto reconhecimento e atribuição de valor a si próprio, aparece na investigação associada ao sentimento de bem-estar. A má notícia é que ao darmos tanta importância à AE, podemos estar a produzir uma geração cuja preocupação dominante se centra no próprio, desenvolvendo uma atitude irrealista de superioridade, e de desvalorização do outro.

Seja qual for a importância que demos aos diferentes fatores genéticos ou ambientais na construção da personalidade, a interação com os pais, com os professores e com todos os que têm relevância para a criança, tem uma enorme influência na imagem que cada criança vai construindo de si própria. A perceção que temos de nós próprios é também resultado da imagem que achamos que os outros têm de nós.

Ter uma boa AE significa ser capaz de reconhecer as suas capacidades e competências, e de lhes atribuir o devido valor, sem que tal nos faça pairar por cima dos outros, antes os considerando como iguais nas suas diferenças.

Importante não é considerarmos que somos os melhores, mas antes nos sentirmos bem com o que conseguimos ser e fazer. Uma AE sobrevalorizada, não realista, resvala para uma personalidade narcisista que vê hierarquia em tudo, em tudo se vê bem acima dos outros e bem superior.

As características de uma boa AE já é bastante clara por volta dos sete anos, atingindo um desenvolvimento significativo sobretudo na adolescência.

*Psicólogo clínico

Texto escrito de acordo com a nova ortografia

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Tópicos: antonio frazaoautoestimaopinião
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