PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Café de bairro

João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
21 de Abril de 2022
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO21 de Abril de 2022

A D. Florinda e o Sr. Vítor chegaram ao bairro vai para dois anos e instalaram-se num espaço destinado a ser um café de bairro que a todos servisse.

Os locatários anteriores tinham deixado um rasto de fraca memória.

O primeiro esqueceu-se que estava num bairro onde há gente que dorme e as noites deixaram de ser descansadas, o seguinte nunca tomou o pulso à vizinhança e esta também nunca aderiu à oferta.

Lá se foram até que – semanas antes do primeiro confinamento geral de há dois anos – apareceu este casal e fez-se anunciar com o inaudito nome de “Toscano”, vindos da Toscânia, pensei eu antes de saber que estava redondamente enganado e ainda hoje estou para saber porque se chama o espaço assim.

Mas vamos ao que interessa. O casal lá dispôs o espaço a seu gosto e marcou data para a inauguração, convite alargado à populaça que não se fez rogada.

Afinal, enquanto por ali andavam nos preparativos, sempre foram cordiais e simpáticos, saudando quem passava com um sorriso mais para o franco e que de todo parecia ser do seu carácter, e nada aparentado com cumprimento postiço ou de circunstância.

Lá fomos, com os gaiatos à frente, degustar doces e salgados, cafezinhos e outras bebidas usuais ao mister.

A garotada não se fez rogada e banqueteou-se com guloseimas.

Feitas as apresentações, saciadas as bocas de sede e curiosidade era hora de cada um pagar o seu consumo, mas logo ali que não, era o que mais faltava, então as senhoras e os senhores e os miúdos também, são nossos convidados.

Este primeiro aconchego de palavras e atitudes parecia ser um bom prenúncio de convivência entre quem presta um serviço e de quem dele sente necessidade.

Seguiram-se os intermináveis meses em que ficámos reféns de uma pandemia e o nosso café de bairro e a sua modesta explana se fez quimera dos tempos em que a rua era o prolongamento da casa.

Voltámos à dita normalidade possível e o casal reabriu portas para contentamento de todos, que esta coisa de beber um cafezinho à porta de casa é um luxo de que poucos se poderão gabar.

Estava tudo preparado para nos receber, meios e produtos dispostos como convém, com o acréscimo de refeições rápidas e prontas comer em casa para melhor conforto dos comensais.

Talvez porque a ausência nos estreita a amizade ou tão-somente porque há quem faça da simpatia modo de estar na vida, houve uma profusão de sorrisos honestos neste reencontro.

Talvez porque os esperávamos ou porque sabiam que deles estávamos à espera, a verdade que é que aqueles dois deixaram de ser apenas o casal que detém a exploração do café do nosso bairro e passaram a ser parte intrínseca do próprio bairro.

Que o diga a criançada do bairro que no largo fronteiro passa os dias em brincadeiras que lhe são próprias e devidas, mas sempre sob o olhar atento deste casal que deles cuida como se laços de família os unissem.

Curioso é notar que a criançada os respeita e lhes segue as instruções.

E quando, por vezes, acontece haver uma ausência mais prolongada de um progenitor por afazer inadiável, logo os catraios nos asseguram e tranquilizam que ficam bem entregues com um “não há problema, estão lá o Sr. Vítor e a D. Florinda”, e nós vamos confiantes e agradecidos por os saber lá à beira do nosso café de bairro.

 

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

 

Tópicos: João Lázaroopinião
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Agenda para o fim-de-semana: a poesia da Ronda, Latitudes em Óbidos e a festa de Abril

Agenda para o fim-de-semana: a poesia da Ronda, Latitudes em Óbidos e a festa de Abril

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?