PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Caminhar é mais que uma arte

Paulo José Costa, psicólogo clínico Paulo José Costa, psicólogo clínico
23 de Abril de 2022
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Paulo José Costa, psicólogo clínico23 de Abril de 2022

O caminho é uma metáfora para a vida.

Caminhar é um gesto vital, movimento que perpetua sobrevivência e equilíbrio.

Inúmeros são os autores e cientistas, oriundos de vários quadrantes, que se reportam à caminhada como uma aproximação à arte, ou como um princípio de transformação pessoal e social, num quadro de referência à inteligibilidade, sobre o potencial construtivo contido no acto de existir.

Concluí recentemente a leitura do livro de Erling Kagge (filósofo e explorador norueguês) – A Arte de Caminhar: um passo de cada vez (Quetzal, 2018) – ensaio sobre a sua experiência enquanto aventureiro e ‘caminhante’, onde releva que o movimento imprimido à mente pelo corpo por via da passada possibilita que se viaje à mesma velocidade da alma.

Ao longo das duzentas páginas, Kagge afirma que se nos deslocarmos demasiado depressa, não poderemos acompanhar a passada interior.

Na formulação bíblica “caminhamos como se víssemos o invisível”, surgem-nos interrogações sobre o que nos liga (aos caminhos) e o que nos separa (das fronteiras).

A confiança, o papel dos sentimentos, a superação de limites, a transformação, o surgimento de barreiras, são questões criativamente trabalhadas no espaço (caminho), num tempo real e tangível, mas também num lugar (in)finito.

O caminho é físico, mas é também uma metáfora para o invisível, no encontro com pessoas e lugares que (des)conhecemos.

Talvez caminhar seja dos gestos mais audaciosos. Poderemos fazê-lo na presença de outros, mas há sempre um silêncio que assoma no movimento.

“O silêncio é tão abstracto quanto o caminhar é concreto”, afirma Kagge. Tal pressupõe um ingrediente crucial: a lentidão.

Daí a assunção de que um “homem livre tem tempo”, pois o acto de caminhar expande-o, ao invés de o fazer colapsar.

É o ‘sentimento de desejo’ que se faz acompanhar de uma espécie de anarquia individual: parar e avançar quando se escolhe; retroceder quando se perspectiva que é a melhor solução.

Olhar em redor, recentrando os sentidos, permitindo que os pensamentos fluam, sem que se extingam pela voracidade do tempo, admitindo que a gramática existencial é acumulação de silêncios e movimento, aglomerado de avanços e retrocessos que imprimem intensidade e ritmo ao equilíbrio.

Por isso, quando caminhamos, assolam ideias e experiências passadas que se entrecruzam com circunstâncias que estamos a vivenciar no instante.

Atrevo-me a dizer que ao quotidiano faz falta um sentimento singular: a excitação, algo comparável com o “desassossego” que remete para a busca do que já Sócrates aludia: a “(…) procura de algo quando não fazemos a mínima ideia do que se trata.”

Também Kirkegaard deambulava pelas ruas afirmando “caminhei em direcção aos meus melhores pensamentos”, numa espécie de fulgor, que Arne Næss representou por via de uma equação traduzindo a felicidade, a que estava associada a dor e a paixão.

O algoritmo pressupõe que se tivermos pouco fulgor não experimentaremos senão uma ínfima parte de bem-estar, mesmo que o sofrimento esteja presente na equação.

No acto de caminhar parece haver uma reinterpretação da essência e dimensão das dificuldades.

É premonitória a frase de Kirkegaard: “Não percas a tua vontade de caminhar: (…) em direcção a um estado de bem-estar (…)”, relevando que o genuíno entusiasmo provém do esforço de avançarmos na direcção certa.

Há muitas coisas que deveríamos ou poderíamos fazer, mas somente algumas que teremos (imperiosamente) que cumprir.

Tópicos: opiniãoPaulo Costa
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Surma, de Leiria, em palco com os James a cantar “Sometimes”

Surma, de Leiria, em palco com os James a cantar “Sometimes”

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Assalto ao castelo

MAIS VISTOS

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
Assalto ao castelo

Assalto ao castelo

27 de Outubro de 2026
Fernando Ribeiro, músico
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?