Paulo da Fonseca é tradutor e músico; Filipa Campos, designer gráfica, cresceu em Leiria até sair para a universidade. Viveram no Alentejo, onde, entre outras iniciativas, estabeleceram um arquivo sonoro baseado na recolha de elementos da tradição oral. Agora instalada em Alcobaça, a dupla fundou em Setembro a associação Cão Velho, que está a dinamizar no Armazém das Artes um conjunto de conversas em torno da poesia experimental.
Depois de Vítor Silva Tavares, no arranque, e Luiz Pacheco, há 15 dias, a terceira sessão (esta quinta-feira, 23 de Outubro, pelas 18 horas) tem no centro a obra de Armando da Silva Carvalho (1938-2017). O poeta, ficcionista e tradutor natural de Olho Marinho, Óbidos, que trabalhou como advogado, publicitário e jornalista, recebeu por duas vezes o prémio PEN português de poesia (entre outras distinções em vida) e chegou a ser indicado pela Sociedade Portuguesa de Autores à Academia Sueca como candidato ao Nobel da Literatura.
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