PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Sociedade

Caranguejos podem ter dado os primeiros passos em Porto de Mós

Maria Anabela Silva Maria Anabela Silva
08/12/18 12:12
em Sociedade
Caranguejos podem ter dado os primeiros passos em Porto de Mós
Share on FacebookShare on Twitter

Os caranguejos podem ter dados os seus primeiros passos na região. É nesse sentido que aponta a investigação que tem vindo a ser feita ao Sítio Paleontológico do Cabeço da Ladeira, a Praia Jurássica de São Bento, em Porto de Mós, cuja descoberta foi tornada pública há cinco anos.

Além da identificação de “mais de 100 exemplares” de equinodermes (estrelas-do-mar, ouriços-do-mar e crinóides), os trabalhos já permitiram determinar duas formas de comportamento novos para a ciência:Krinodromos bentu, para a locomoção de um lírio-do-mar, e Laterigradus lusitanica, que mostra a “típica locomoção de caranguejos, que “ainda não eram conhecidos no Jurássico”. Uma descoberta que, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), “pode indicar que este grupo de animais terá dado os seus primeiros passos nesta região”.

Mas há outros resultados “promissores” trazidos pela investigação ao sítio do Cabeço da Ladeira, como “os primeiros registos para esta idade, no registo fóssil de Portugal, de algumas espécies de moluscos bivalves”.

Em aberto, está também a descoberta de uma nova espécie de ouriço-do-mar, “do género Heterocidaris”, “ainda a ser confirmada”, informa o ICNF, que tutela aquele sítio e que se refere ao Cabeço da Ladeira como uma “jazida notável pela diversidade e qualidade da preservação dos fósseis”.

Segundo o ICNF, até ao momento, a investigação já contabiliza “15 espécies de equinodermes, 19 de moluscos e 18 de iconoespécies de marcas de comportamento animal, entre outros grupos representados”.

Também o registo icnológico – traços e rastros do comportamento dos organismos – “é muito rico”, com “numerosos” vestígios de “trilhos de locomoção, pistas de alimentação, galerias de habitação e nutrição, entre outros, fornecendo pistas para o conhecimento de todo o paleo-ecossistema que ali se estabeleceu (…) há cerca de 169 Milhões de anos”.

A descoberta da Praia Jurássica de Porto de Mós foi tornada pública em Dezembro de 2013, durante uma sessão da Assembleia Municipal, por António José Teixeira, então deputado do PS.

No entanto, o achado tinha ocorrido uma década antes, num momento em que no local estava ainda concessionado como pedreira, quando foram encontrados os primeiros fósseis durante uma visita de rotina de técnicos do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

 [LER_MAIS] Após a divulgação do achado, começaram a ser estudadas formas de valorização do espaço e dos fósseis, entretanto removidos e que se encontram depositados no Museu Geológico do Laboratório de Nacional de Energia e Geologia (LNEG), em Lisboa.

Com a questão da valorização ainda em análise (ver texto ao lado), os trabalhos têm-se centrado na investigação, “quer ao nível da inventariação do património geológico, fundamentalmente paleontológico, quer do ponto de vista da conservação”, a cargo de uma equipa multidisciplinar de investigadores, coordenada pelo LNEG .

Complementarmente, foram efectuados “numerosos moldes dos exemplares fósseis” e está a ser feito “um mapeamento preliminar da jazida com recurso a drone” e levantamentos “fotogramétrico de detalhe de fósseis seleccionados” e fotográfico “da jazida”.

O objectivo é proceder à “compilação em plataforma online dos registos digitais tridimensionais detalhados da jazida e dos fósseis e icnofósseis melhor conservados e com maior relevo”, que permita “a realização de análises detalhadas em gabinete e a sua divulgação ao público em geral”.

Percurso interpretativo liga jazida a outros geossítios

A par do estudo científico da jazida do Cabeço da Ladeira, está a ser delineada a estratégia de conservação e valorização deste geossítio. Segundo o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, prevê-se a criação de um centro de interpretação no local ou na povoação de São Bento.

Além desse espaço, que funcionará como “apoio à visitação”, será desenvolvido um percurso “com painéis interpretativos”, que fará a ligação entre a Praia Jurássica e outros geossítios do Parque Natural, nomeadamente o Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros da Serra de Aire, em Ourém, e a jazida de Vale de Meios, no concelho de Santarém.

O autarca explica que o projecto está a ser desenvolvido no âmbito da ADSAICA – Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros, e, numa primeira fase, contemplará a reabilitação e melhoria das condições de visitação do Monumento das Pegadas de Dinossauros.

Segundo o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), de futuro prosseguirá a implementação de medidas de geoconservação do sítio do Cabeço da Ladeira e da área envolvente, assim como a continuação do levantamento em 3D da jazida.

Em relação aos fósseis retirados do local em 2013, para estudo científico, que se encontram depositados no Museu Geológico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, o ICNF informa que, após a fase de estudos, “serão inventariados e ficarão à disposição da comunidade científica nacional e internacional, podendo vir também a ser observados pelo público em geral”.

Segundo aquele organismo, as réplicas destes fósseis, “determinantes para a identificação de novas espécies, serão disponibilizadas à comunidade local para exposições e actividades escolares”.

“Novas réplicas para substituir as originalmente colocadas na jazida, destinadas a colmatar temporariamente as lacunas criadas pela necessária remoção dos originais, encontram- se em estudo com a utilização de novos materiais e técnicas”, acrescenta aquele organismo. O ICNF adianta que irá também a avançar com a concepção de material de comunicação e divulgação deste geossítio.

Tópicos: caranguejosjazida cabeço da ladeiraPorto de móspraia jurassica são bentosociedade

RELACIONADOS

Marinha Grande acolhe palestra sobre IA- Impacto e principais mudanças
Sociedade

Marinha Grande acolhe palestra sobre IA- Impacto e principais mudanças

Setembro 11, 2026
Pais reclamam quase 500 mil euros pela morte de filho em queda de baliza em Leiria
Sociedade

Pais reclamam quase 500 mil euros pela morte de filho em queda de baliza em Leiria

Setembro 9, 2026
Perturbou viagem de autocarro e foi detido por envolver-se fisicamente com polícias em Caldas da Rainha
Sociedade

Perturbou viagem de autocarro e foi detido por envolver-se fisicamente com polícias em Caldas da Rainha

Setembro 9, 2026
Próxima publicação
Alunos da Carreira reciclam computadores para dar abrigo a gatos

Alunos da Carreira reciclam computadores para dar abrigo a gatos

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?