Como avalia a prática da modalidade de esgrima em Leiria?
Quando iniciámos o projecto no Bairro dos Anjos, as pessoas desconheciam a modalidade. À medida que fomos tendo alguns atletas, a mensagem começou a espalhar-se. Sobretudo neste último ano, temo-nos juntado a algumas escolas para demonstrações, e temos mais pessoas a saber que existe esgrima em Leiria. Uma das principais dificuldades que enfrentamos é o facto de a esgrima ser vista como um desporto elitista, extremamente caro, apenas praticado pela alta sociedade. E isso não é verdade. Possivelmente consegue-se praticar esgrima com as mesmas mensalidades que o futebol, por exemplo. O equipamento pode sim ser caro, mas tem uma enorme durabilidade. E quem vai entrando e praticando começa a ter essa noção. Mesmo para os miúdos, nós disponibilizamos o equipamento, não há necessidade de aquisição logo no início da actividade. No BA temos miúdos com contextos familiares muito diferentes e todos eles gostam e mantêm-se na esgrima.
É também uma questão de mudança de mentalidades?
Sim. Aquilo que dizemos sempre aos miúdos e aos pais é “venham experimentar”. Só depois de experimentarem é que sabem se vale ou não o investimento. Até porque a esgrima é um dos desportos mais completos em termos de exploração de coordenação motora, e de cálculo mental. Inclusive, os adultos que vêm experimentar não têm ideia do quão físico pode ser. Neste momento estamos também na tentativa de envolver adultos. É um objectivo, pois pode ser um desporto extremamente social. É um desporto individual, mas onde é sempre necessário um grupo.
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