PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Viver

Carregar no play e viver a cultura fora do online. Como e quando?

Cláudio Garcia Cláudio Garcia
01/05/20 01:05
em Viver
Carregar no play e viver a cultura fora do online. Como e quando?
Share on FacebookShare on Twitter

Estão na direcção artística e organização de três festivais com expressão local e nacional. Falam sobre o confinamento que parou as actividades da Cultura, a migração para o online e as expectativas num sector em que o pós-pandemia surge ainda cheio de incertezas.

António Pedro Lopes (foto em cima, na abertura do artigo)
Festival Tremor

1. Os artistas e as estruturas de produção estão a conseguir obter receitas dos directos e de outros conteúdos em vídeo e audio neste período de confinamento?
A Bandcamp tem feito um trabalho incrível de acções que garantem que o dinheiro de todas as compras de discos e merchandising vá para artistas e editoras, com muito sucesso. Hoje mesmo, dia 1 de Maio, eles repetem a acção. O Spotify também abriu espaço para doações. Muitos artistas disponibilizam contas bancárias e mbways em lives de Instagram, Facebook, Twitch, e por cá são várias as novas plataformas a pensar a relação com o áudio e o vídeo do playitsafe.pt ao Rhi Stage. Vejo também marcas, teatros, rádios, instituições a convidar artistas para directos ou transmissão de conteúdos em diferido, e aí, só posso esperar que exista uma compensação financeira. Aliás, é um momento privilegiado para uma marca se posicionar ao lado de um artista ou de um evento, uma vez que se utilizam meios de comunicação de massas e as possibilidades de impressões e alcance são enormes. Fala-se pouco ainda de resultados financeiros. É difícil ler, neste momento, se funciona ou não, e para quem sim ou não, mas a sensação é de profusão desmedida de conteúdos, muita actividade, muitas vozes, muitas plataformas, o que vendo bem as coisas, parece-me normal porque em um mês e meio mudou tudo. Mas acredito que mais dia menos dia, tudo fique mais sistematizado e surjam plataformas que possam cruzar apoio privado com apoio de espectadores, onde sejam claros os resultados financeiros, e também melhoradas a qualidade de som e imagem nos vídeo ao vivo.

2. Como imagina o regresso dos concertos, espectáculos e festivais?
O regresso de concertos, espectáculos e festivais será progressivo e faseado em total contingência, tomando em conta várias medidas sanitárias e limitações reduzidas. É exemplo disso, os métodos implementados em países como a China e o Taiwan: vamos usar máscaras, gel desinfectante, manter distâncias e medir temperaturas. Vai parecer anti-natura e contra a dimensão de liberdade inerente à fruição artística e à ideia de viver uma experiência colectiva, mas esses passos parecem-me inevitáveis para perdermos o medo, arriscarmos ir, e desse modo, garantir a vitalidade do sector e a nossa necessidade de sermos sociais e de nos encontramos em torno da cultura. Não vai ser fácil, mas urge experimentar modos de fazer e instaurar manuais de boas práticas, temos que ir aprendendo como se faz, temos que errar. Tudo o que possa aparentar um exagero de caução não é demais, todo o cuidado é pouco. O mundo está traumatizado, mas precisamos sair deste lugar de tristeza, temos que ir testando, por isso, creio que o regresso será breve e ao longo dos próximos meses.

3. Podemos esperar novas vivências relacionadas com a arte e a cultura, no ambiente online e fora dele, depois do levantamento do estado de emergência?
Por mais engenho ou tecnologia, nada substituirá a experiência de deslocação e encontro que um concerto, exposição, ir ao cinema ou que ver um espectáculo proporcionam. A arte e a cultura propõem intercâmbio, feedback e jogo de presenças. Uma app, uma realidade aumentada, uma ligação em directo ou um desafio em corrente serão sempre complementos desses pressupostos e nós jogamos esses jogos porque queremos nos manter ligados à realidade, aos outros, às experiências, aos lugares e às memórias inscritas na pele. Agora, venham artistas em gruas, palcos móveis, videomappings, performances que reinventam o espaço público ou que sejam de um para um, peças de teatro para funcionarem em vídeo e em direto, processos criativos abertos a todos. Os concertos por Whatsapp, os poemas por chamada, as performances take away. A casa como palco e lugar de fruição veio decerto para ficar. Vamos olhar mais para a frente e para o lado, venham os projectos de proximidade que celebrem cada localidade e as suas narrativas e que defendam, estimulem e desafiem as suas comunidades artísticas locais. E reinvente-se, reforme-se os formatos que já conhecemos – da rádio à televisão, da cassete à carta, do vídeo ao email e redes sociais – do analógico ao tecnológico continua tudo por explorar e fazer.

Elisabete Paiva (Foto de Nuno Direitinho)

Elisabete Paiva
Festival Materiais Diversos

1. Os artistas e as estruturas de produção estão a conseguir obter receitas dos directos e de outros conteúdos em vídeo e audio neste período de confinamento?
Não maioria dos casos creio que não. A maior parte das propostas online surgiu em resposta ao cancelamento de actividades e ao confinamento. Apresentar uma criação ou um evento ao público é a própria razão de ser desta actividade — não apresentar pode significar tornar-se invisível, desaparecer, o que fragiliza uma actividade profissional já frágil. Creio que os artistas e estruturas, por necessidade, e também por generosidade, por as pessoas estarem isoladas e sem acesso a uma oferta diversificada, avançaram continuando a trabalhar. Na maioria dos casos creio que nem houve a preocupação financeira. Isto deve dar que pensar. Qual é então o valor que os cidadãos atribuem à cultura e ao trabalho dos profissionais desta área?

2. Como imagina o regresso dos concertos, espectáculos e festivais?
Será um regresso faseado, os eventos ao ar livre primeiro, no verão, e os restantes talvez em Setembro. Parece-me que será um regresso cauteloso e até hesitante, de todas as partes, e de certeza com lotações muito limitadas. Haverá condições de segurança a providenciar que podem não só afastar os públicos como trazer custos acrescidos às organizações culturais, que podem ou não conseguir suportá-los. Estranho a insistência do Governo em falar em regresso à normalidade sem nunca ter investido de forma decidida e consequente nas medidas de emergência, e receio que seja um discurso que pressione os agentes culturais a retomar sem grandes consequências e sem considerar que os públicos vão querer segurança ou até outro tipo de actividades.

3. Podemos esperar novas vivências relacionadas com a arte e a cultura, no ambiente online e fora dele, depois do levantamento do estado de emergência?
Com certeza que sim, não vamos passar indiferentes a esta experiência brutal. Até porque não há certezas sobre o verdadeiro fim da pandemia e por isso ainda vamos viver colectivamente muitas experiências marcantes. Vamos usar as tecnologias e o digital com outra fluência, outra familiaridade, espero também que com maior sentido crítico, que façamos melhor produção online. A nossa relação com o real e o virtual, com o tempo e o espaço, também vai mudar. Aí não posso prever, só desejar, que o corpo ganhe outro vigor, outra qualidade, mais sensível e menos espectacular. Pessoalmente gostaria de ver algumas mudanças nas programações culturais: menos eventos, mais intimidade, mais relevância, mais cultura de bairro. É um belo desafio!

Gui Garrido (foto de Ricardo Graça)

Gui Garrido
Festival A Porta

1. Os artistas e as estruturas de produção estão a conseguir obter receitas dos directos e de outros conteúdos em vídeo e audio neste período de confinamento?
Uns sim, outros não, tal como sempre aconteceu quando as circunstâncias eram outras. Os conteúdos online foram e são em muitos casos, resposta imediata a um confinamento, uma necessidade, e/ou das poucas possibilidades de subsistência de artistas e estruturas. Mas a capacidade de obter receitas, depende dos mais variados factores: desde a possibilidade de criação de uma plataforma de monetização dos conteúdos; onde, com quem e com que meios se encontrou quando confinado; a qualidade com que consegue produzir e transmitir conteúdos; os meios de comunicação e respectivas redes para que se consiga ter espaço na imensidão dos conteúdos online; e mais um mar infinito de (im)possibilidades para a obtenção de receitas através de conteúdo online. Mais centrado nas estruturas, também depende bastante da missão e possibilidade das mesmas. Há estruturas que tiveram a capacidade de se reinventar em pouco tempo e conseguir continuar um trabalho de programação, remunerando os artistas e intervenientes, e outras que gostariam de ter essa capacidade, mas não a têm.

2. Como imagina o regresso dos concertos, espectáculos e festivais?
Há uma impossibilidade de fazer futurologia, de saber quando e como será o regresso dos concertos, espectáculos e festivais, pelo menos nos moldes como o mundo estava habituado a planear e experienciar até agora. Assim como não sabemos como o público, os agentes culturais e todos os que edificam os projectos, se irão relacionar, interagir, viver o que foi desenhado e projectado e que obviamente, de agora em diante, todos os projectos serão testemunhados e apreendidos de uma outra forma. Há que continuar a ter respeito por todos, a ser agente de saúde pública, a ter a noção da importância do que fazemos, do papel transformador da Arte e da Cultura, mas também temos a noção que o mundo mudou e por isso temos todos de mudar com ele.

3. Podemos esperar novas vivências relacionadas com a arte e a cultura, no ambiente online e fora dele, depois do levantamento do estado de emergência?
Em primeiro lugar acredito que a Arte e a Cultura são lugares de mutação, são projectos revisíveis, que incentivam a transformação e assimilação das mudanças do mundo, são transversais e construídos em colaboração e em relação com as necessidades e vontades das comunidades, são projectos que escutam o mundo e nele encontram perguntas e respostas. O mundo digital tornou-se (ainda mais) em galeria, sala de concertos, espectáculo de teatro e de dança, atelier de pintura, e das mais diversas manifestações artísticas, mas o mundo na sua plenitude, nas suas ruas, jardins, praças, teatros, clubs, etc, encontra a sua potência máxima e infinitas possibilidades. Assim que fôr possível e com o devido respeito e segurança para com todos, novas vivências de uma “nova” normalidade serão construídas e vividas fora do mundo digital. Assim o espero. A Arte e Cultura questionam, transformam, erram, melhoram, ecoam, vivem e (sobre)vivem. Estes tempos, foram, são e serão outros, mas estaremos juntos para aprender e reaprender a lidar com o mundo em conjunto.

RELACIONADOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem
Sociedade

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria
Economia

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira
Sociedade

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Próxima publicação

Pós Covid-19? Nem pensar, ainda…!

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?