O modelo não é novo, mas chega agora a Leiria, com o objectivo de apoiar pessoas sem-abrigo no processo de procura, obtenção e manutenção de uma habitação “estável e integrada na comunidade”. Chama-se Casas Primeiro e resulta de uma parceria entre a Câmara de Leiria, a Junta de Freguesia, que financiam o programa (o Município custeia três casas e a Junta uma) e a InPulsar – Associação de Desenvolvimento Comunitário, que irá operacionar o projecto. Numa primeira fase serão abrangidas quatro pessoas que vivem nas ruas ou em casas a abandonadas na cidade, mas há a perspectiva de vir a ser alargado.
De acordo com o levantamento mais recente feito pela InPulsar, estão identificadas 16 pessoas em situação de sem-abrigo na cidade, com uma média de idades “a rondar os 45-50 anos”. São, diz Miguel Xavier, presidente da associação, pessoas que apresentam problemas de “saúde mental”, uma característica “comum” a muitas delas, mas há também casos de alcoolismo ou de “consumo de substâncias pisco-activas”. Algumas vivem “há anos” nas ruas, “escondidas em casas sem janelas, telhado, água ou saneamento”.
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