Na biografia de Cristiano Marcelino, a constante é a aldeia, mas a música, agora sob o nome Celino, soa absolutamente contemporânea e urbana, como um fato de domingo comprado em Londres, Nova Iorque ou Berlim para o rapaz nascido e criado no campo, onde ainda reside.
Diz ao JORNAL DE LEIRIA que sempre se lembra de existir em ideias diferentes do pensamento dominante na geografia que habita. E é no cenário rural dos arredores de Ourém que o músico dos Eclema, com dois EP a solo lançados em 2014 (In a Bottle) e 2018 (emptiness) no contexto do projecto Forol, ouve Thom Yorke, James Blake e Björk, mas também Sérgio Godinho e Fausto.
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