“Foi uma chamada para o número errado que despoletou tudo, o telefone a tocar três vezes no silêncio da noite, e a voz do outro lado da linha a perguntar por alguém que não era ele”, pode ler-se, na tradução do inglês por Alberto Gomes, durante o arranque de Cidade de Vidro, de Paul Auster, que abre A Trilogia de Nova Iorque.
“É um dos livros da minha vida e este projecto vai ser um dos mais ambiciosos”, comenta Daniel Bernardes, agora que estão concluídas as gravações de City of Glass, novo disco, inspirado no texto, com o mesmo título, publicado em 1985 pelo escritor norte-americano.
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