A partir dos anos 50, a industrialização massificou a produção de facas, deixando cair a cutelaria artesanal, que era tradição na região do Oeste, sobretudo nas Caldas da Rainha e em Alcobaça. Mas nos últimos anos, à medida que a cozinha passou a estar na moda, tem vindo a crescer o número de jovens que aprendeu e se dedica à cutelaria de autor, ganhando mercado no País e no estrangeiro.
Paulo Tuna (“the bladesmith”), um dos artesãos que organizou a NAIFA- feira de cutelaria, que se realizou no passado fim-de-semana, no Centro Cultural e de Congressos de Caldas Rainha (CCC), é também um dos responsáveis pela recuperação deste ofício tradicional da região Oeste. O artesão, formado na área das artes plásticas, e Carlos Norte, nascido numa família de cuteleiros, interessaram-se pela [LER_MAIS]cutelaria de autor, abraçaram a profissão, e têm dinamizado várias formações, contribuindo para disseminar o gosto e o conhecimento.
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