Clementina Vieira, carinhosamente tratada por ‘Tininha’, tinha “quatro ou cinco anos” quando começou a aprender croché. Foi a tia, com quem vivia em Lisboa, quem a iniciou numa arte que aprimorou com o passar dos anos, os mesmo anos que, aos poucos, lhe roubaram a visão.
Cegou totalmente aos 76 anos, mas nem assim deixou a renda de lado. Hoje, chegada às nove décadas de vida, continua a dar azo à paixão pelo croché, que redescobriu quando, já invisual, se mudou para o lar da Misericórdia de Porto de Mós.
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