PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Dançar

A dança é o mais íntimo, o mais próximo do que sentimos, o mais antigo, e o mais natural.

Clara Leão, professora de dança Clara Leão, professora de dança
19 de Julho de 2018
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Clara Leão, professora de dança
Clara Leão, professora de dança19 de Julho de 2018

Sentirmo-nos bem na nossa pele, sermos capazes de dizer bem de nós, e podermos estabelecer relações que nos façam progredir no entendimento do mundo e na construção de quem somos, são três grandes pilares na estruturação de uma vida.

Parecerá simples, mas não é. E como todos estes aspectos se interligam e interdependem, a tarefa facilmente se complica. Muito mais pessoas do que imaginamos gostariam de ser de uma maneira diferente do que são. Ou porque a idealizam como sendo a mais adequada para almejar o sucesso, ou porque não se aceitam como são, ou porque exigem de si uma qualquer inatingível perfeição.

Assim sendo, dificilmente poderão realmente expressar o que sentem, porque isso exige a liberdade interior que assenta no sentirmo-nos confortáveis na nossa pele. Um corpo, e a forma de existir que o habita, deverão ser o lugar livre de onde possam partir todos os modos de expressão.

De todos eles, a dança é o mais íntimo, o mais próximo do que sentimos, o mais antigo, e o mais natural. E se ainda no ventre materno o movimento começa por ser simples consequência do acto de respirar, do crescimento dos músculos e do desenvolver das articulações, logo depois se transforma em comunicação, cada vez mais elaborada, abrangente, e crescente em significado.

Até ao momento em que nos ensinam a conter as manifestações físicas, a sentar quietos, a suster o impulso, a ser comedidos nos gestos e a aprender um certo e um errado da corporalidade.  [LER_MAIS] É então que começamos a distanciar-nos da espontaneidade, a domar o corpo e a observá-lo depois aquietado, aprendendo a fazê-lo corresponder a padrões estéticos e às regras de comportamento estabelecidas.

Mas um corpo assim não fala e não pode traduzir a emoção e o pensamento. Antes entristece a alma que tem dentro por não ser suficientemente apto a encaixar-se no padrão, ou a vai deixando temporariamente apaziguada com a tão desejada participação na homogeneidade. E assim crescemos, limitando o movimento e espartilhando-o em regras que condicionam a manifestação do que sentimos, até nos transformarmos em adultos que vão disfarçando o corpo e negando os seus fundadores impulsos de dança.

Neste nosso mundo de formatos, nunca a dança foi tão desejada, embora continue tantas, demasiadas, vezes olhada como uma miragem, como uma urgente necessidade de expressão e de liberdade contrariada por padrões físicos, por capacidades motoras e técnicas e, claro, pela idade.

Hoje, esta noite, sobem a um palco grande algumas mulheres que dançam pela primeira vez em público ao fim de um ano de aprendizagem. São corpos de todos os tamanhos e formas, são um largo leque de idades, são percursos e sentires muito diversos, são medos semelhantes. Mas todas elas são livres!

Expressam-se dançando e sentem prazer e orgulho na forma como o fazem. Têm consciência das suas limitações e tentam superar as que forem possíveis, porque é assim que todos devemos fazer. Mas aceitam o que são e como são, gostando muito, ou menos um bocadinho. E deixam o corpo falar, e estabelecem relações que lhes permitem entender mais e melhor esta tão grande importância de ser-se livre dançando durante a vida toda.

*Professora de dança

Tópicos: Clara Leãoopinião
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Munícipe de Pombal multado por protestar

Munícipe de Pombal multado por protestar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Assalto ao castelo

MAIS VISTOS

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
Assalto ao castelo

Assalto ao castelo

27 de Outubro de 2026
Fernando Ribeiro, músico
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?