Foram muitos os natais que Helder Martins passou longe de casa e da família. Piloto de aviões durante 34 anos, raras vezes conseguiu passar a quadra junto dos seus. Quanto muito, ficava no dia 24 ou no dia 25.
“O Natal deixou de ter importância para mim. Estava a transformar-me um verdadeiro Scrooge [personagem principal da história Um Conto de Natal, de Charles Dickens, que não gostava do Natal]”, assume o antigo comissário de bordo da TAP, que, há três anos, fez as pazes com esta quadra, ocupando, desde então, uma das cadeiras de Pai Natal na vila de Óbidos.
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