PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Sociedade

Demolições assustam moradores de Água de Madeiros e Vale Furado

Maria Anabela Silva Maria Anabela Silva
19/09/19 12:09
em Sociedade
Demolições assustam moradores de Água de Madeiros e Vale Furado
Share on FacebookShare on Twitter

“Se nos alagarem a casa, montamos uma tenda no mesmo sítio”. O desabafo é de Maria Cecília e Nelson Ramos, dois dos “sete” moradores permanentes da praia de Vale Furado, onde o recém-aprovado Programa da Orla Costeira (POC) de Alcobaça-Espichel tem identificadas 36 edifícios para demolição. Em Água de Madeiros, há 53 c asas nessas condições, localizadas numa faixa de salvaguarda com cerca de 50 metros de largura.

A informação está a ser recebida por moradores e proprietários de casas nessas duas praias de Alcobaça, com preocupação e críticas às entidades oficiais por “nada dizerem de concreto” sobre o assunto.

Apesar de ainda não terem sido informados “oficialmente” de que a sua casa de férias, localizada no vale mais a Norte da Praia de Vale Furado, Cesário Matos e Marina Ribeiro, já estão mentalizados que, “a haver demolições”, a sua não escapará “pela proximidade ao mar.

“Está dentro da faixa de salvaguarda”, conta Cesário Matos, revelando que, quando compraram a casa, há cerca de 15 anos, já se falava dessa hipótese. “Foi um risco calculado. Tínhamos consciência de que, mais ano menos ano, isso podia acontecer”, admitem, assegurando, contudo, “nunca” ter sentido receio de que o mar venha a “levar a casa”. “Há perto de 30 anos que frequento esta praia e o mar sempre esteve assim. No Inverno chega à barreira, mas nunca se aproximou da casa”, alegam. 

O sentimento de Maria Cecília e de Nelson Ramos é idêntico: estão preocupados com a possibilidade de verem a sua casa – localizada ao lado do restaurante Med e cuja origem tem mais de 100 anos – demolida, mas tranquilos em relação ao avanço do mar.  [LER_MAIS] “Não acho que esteja em risco. A casa está retirada do mar e os terrenos nunca se deram. Há um vale mais a sul onde se nota que o mar anda a 'comer' a arriba, mas aqui não”, dizem. A expectativa do casal, de 72 e 77 anos, é que o processo demore “o tempo suficiente” para que possam gozar “os restantes dias” na sua praia de sempre.

A algumas dezenas de metros, fica a casa de Manuel Matias Nicolau, integrada num bloco de habitações recentes. “O projecto foi aprovado em 2002, antes do POC. Não me sinto muito preocupado porque está tudo legal. Se a decisão for essa [demolição], farei valer os meus direitos”, afiança o proprietário, que lamenta a falta de informação, quer da Câmara de Alcobaça quer da Agência Portuguesa do Ambiente. “É massacrante”, diz.

“Não temos culpa do avanço do mar” desabafa André Vicente, que residente em Água de Madeiros, na casa de família remodelada há 20 anos. “Cumprimos todas as distâncias e fizemos o que o PDM permitia”, assegura, defendendo que a prioridade deve ser “proteger arribas”. “É nossa casa, a nossa praia de sempre. Não tem a ver com investimento, mas sim com afectos e memórias”, afirma o morador, que admite estar “preocupado”. 

O JORNAL DE LEIRIA tentou obter esclarecimentos da Câmara de Alcobaça, mas não teve resposta, tal como aconteceu em Julho num artigo sobre algumas das determinações do POC para as duas praias. “O concelho apresenta alguns problemas crónicos no que toca a este tema e falamos principalmente da segurança dos cidadãos, uma vez que estas zonas estão em conhecido risco eminente”, reconheceu o presidente da Autarquia, Paulo Inácio, durante a sessão de Assembleia Municipal realizada nesse mês. Citado pelo Região de Cister, o Autarca referiu ainda que as recomendações de realojamento das populações e renaturalização do espaço já estavam presentes no plano anterior. 

Segundo a APA, o desenvolvimento das orientações previstas no POC “será feito no âmbito da alteração ou revisão dos planos territoriais pré-existentes [PDM, por exemplo], cujo procedimento deve ser iniciado no prazo máximo de um ano contado a partir da entrada em vigor do programa”, em Abril de 2019.

Tópicos: Água de MadeirosalcobaçademoliçõesmoradorespocsociedadeVale Furado

RELACIONADOS

“Não se pode viver assim”. Moradores de Fátima contra ampliação de pedreiras
Sociedade

“Não se pode viver assim”. Moradores de Fátima contra ampliação de pedreiras

Setembro 12, 2026
Marinha Grande acolhe palestra sobre IA- Impacto e principais mudanças
Sociedade

Marinha Grande acolhe palestra sobre IA- Impacto e principais mudanças

Setembro 11, 2026
Ópera, fado e coros nos mosteiro da Batalha e Alcobaça com o festival Polifonias
Viver

Ópera, fado e coros nos mosteiro da Batalha e Alcobaça com o festival Polifonias

Setembro 11, 2026
Próxima publicação
Saldos? O problema é outro

Saldos? O problema é outro

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?