É uma história especial, provavelmente a única história do legado de teatro Dom Roberto que continua por resgatar do esquecimento, acredita José Gil, e a companhia S.A. Marionetas quer levá-la a palco já este ano. Ao todo, em 2025, a estrutura com sede em Alcobaça pretende estrear três espectáculos, vai voltar a organizar o festival Marionetas na Cidade e prevê lançar um livro e um documentário. Está tudo no projecto avaliado positivamente pela Direcção-Geral das Artes no programa de apoio sustentado às artes, concurso em que a S.A. Marionetas obteve um financiamento de 240 mil euros, confirmado, em decisão final, na sexta-feira, 31 de Janeiro.
O impacto da verba destinada ao biénio de 2025 e 2026 traduz-se em duas palavras: “Estabilidade financeira”, resume José Gil. O director artístico da S.A. Marionetas adianta que a equipa permanente (até agora constituída por três pessoas) vai duplicar com a abertura de uma vaga para produção executiva a tempo inteiro e mais duas posições a tempo parcial. Também o orçamento do festival Marionetas na Cidade, que costuma acontecer no Outono, em Alcobaça, será maior. E embora a companhia continue a depender de outras receitas, como as que resultam da bilheteira ou da venda de espectáculos, o apoio da Direcção-Geral das Artes permite, de facto, voar mais alto.
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