Filha de um unionista convicto, que até os jogos dos escalões de formação da União Desportiva de Leiria (UDL) acompanhava, Dulcínia Fernandes nunca foi muito de “ir à bola”. Até que veio a Covid e se viu obrigada a fechar a loja de louças e utensílios para a cozinha que tinha na Rua Machado Santos, após 42 anos de dedicação ao negócio. Terminava também a azáfama diária e contacto com os clientes. Acabou por se fechar mais em casa e entrou em depressão.
Para se “distrair” começou a acompanhar a sobrinha e os pais desta aos jogos da UDL. E aí transfigurava- se. Falava, gritava e puxava pela equipa, como se não houvesse mais nada à sua volta. Ainda hoje não sabe como, mas esse efeito de transfiguração que o jogo e o ambiente das bancadas tem sobre si, chegou ao conhecimento da sua médica de família que, aos medicamentos habituais, fez uma nova ‘prescrição’: que fosse mais vezes ao futebol.
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