PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Emoção Artificial 

Emoção Artificial. As circunstâncias definem não raras vezes os leitores nos quais nos tornamos

Helena Rafael, assessora de imprensa Helena Rafael, assessora de imprensa
19 de Outubro de 2023
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Helena Rafael, assessora de imprensa
Helena Rafael, assessora de imprensa19 de Outubro de 2023

Em Janeiro de 2023 chegava-me à caixa de correio electrónico a notícia feliz de um novo livro do poeta Jorge Gomes Miranda para poder publicar. Um autor que sigo há muito, pela qualidade intrínseca da sua poesia, pela consistência da sua voz poética, pelo rigor lúcido com que observa o mundo e se relaciona com os textos.

Emoção Artificial cativou pelo título e pelo espanto decorrente da leitura dos poemas que nele encerra. Textos absolutamente singulares que questionam uma realidade que já nos atravessa os dias – a do lugar do humano num contexto em que a digitalização e o algoritmo nos circunscrevem, esvaziam ou empurram para becos sem saída ou pontos de fuga.

As circunstâncias definem não raras vezes os leitores nos quais nos tornamos. Nos anos 70, num contexto familiar ditado pela oposição ao regime, o meu primeiro acesso à poesia fez-se através de textos de intervenção que li por mão familiar numa cidade onde ainda eram poucas as casas com livros. A sorte fez com que a poesia fosse um género com um lugar privilegiado nas estantes da casa onde habitei. Uma herança «genética» que dura até hoje, menos marcada por razões políticas, porém com mais assíduas leituras de mais amplificadas latitudes.

O acaso, esse misterioso caminho, levou-me em 1994 a iniciar a minha carreira profissional numa editora independente – a Editorial Presença -, cujo catálogo reservava um lugar especial à edição de poesia através dos livros publicados na Colecção Forma e do trabalho de reunião da obra poética de autores como Ruy Belo, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, David Mourão Ferreira e Ruy Cinatti.

O ADN mítico da Forma manifestou-se, a certa altura, na revelação de novas vozes poéticas que, na década de 90, começavam a distinguir-se. Entre alguns dos nomes revelados como o de Rui Pires Cabral, o de Jorge Gomes Miranda, coincidiu no tempo, com a minha paixão antiga pelo género e com a abertura de uma imensidão literária ainda por descobrir.

O contacto com a sua voz poética foi, com todo o fervor de leitura que se tem aos 20 anos, um ponto de viragem no meu encontro com o lugar que a poesia ocupa na minha relação com a literatura. Desde então leio assiduamente toda a sua obra já vasta e publicada noutros idiomas e países.

2023 reservar-me-ia o privilégio de me poder dedicar à edição deste seu singular Emoção Artificial que marca também a minha primeira incursão nessa actividade tão fascinante quanto arriscada que é a de editar, sobretudo poesia.

Um poema não chegará para conhecer profundamente o trabalho poético de um autor ou a leitura que dedica ao mundo, mas será seguramente essa primeira porta de entrada para o até aí sem nome ou sentido. E desse modo será sempre, quer do lado do leitor quer do lado do editor, o renovado deslumbramento com a descoberta de um livro e de uma voz únicas. 

O robot e o humano 

Como é ser um humano perguntou o robot? 
Viver com medo de que aconteça um acidente a quem amámos; 
sentir alegria depois da incerteza de um exame médico; 
trabalhar com perícia os materiais da sombra: a tristeza e a mágoa; 
repartir a luz que acumulámos desde a infância com velhos e crianças; 
cinzelar sulcos: rios diante da discórdia e lavrar sílabas de harmonia; 
conversar com os outros sentado numa cadeira e não numa trípode; 
ser cativo de um rosto, um corpo, um sorriso até depois da morte. 

Tópicos: adnDavid Mourão Ferreiraeditoraeditorial Presençaemoção artificialHelena RafaelintervençãoJoão Miguel Fernandes JorgeJoaquim Manuel MagalhãesJorge Gomes MirandaLeirialeitorleiturasopiniãopoesiapoéticoregião de LeiriaRuy BeloRuy Cinattsentidos
PartilharTweet

Mais informação

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado
Viver

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Próxima publicação
Teatro-Cine de Pombal, no sábado

Agenda: Manel Cruz, Cristina Branco e os 20 anos das Ninfas do Lis

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

MAIS VISTOS

A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?