Cicatrizes é o título do primeiro livro escrito por Dino D’Santiago, em que publica meia centena de textos de natureza íntima e autobiográfica. A estreia literária do músico nascido no Algarve em 1982, filho de pais cabo-verdianos, foi o mote para o encontro com o público durante a terceira edição do Nexxt Leiria, no final de Outubro. Dino D’Santiago regressa a Leiria já em Janeiro, a propósito da apresentação, no Teatro José Lúcio da Silva, da ópera Adilson, em que assina o conceito, encenação, libreto e dramaturgia, a partir de um texto de Rui Catalão.
Que textos são estes que estão agora reunidos nesta estreia literária?
São textos que não nasceram para fazer parte de um livro. São textos de muita análise instrospectiva, espiritual e de uma procura pelo meu lugar no mundo sem a intervenção do exterior, ou seja, sem rótulos e sem o peso da responsabilidade que às vezes te atribuem por um título de uma palavra que te deram. Cantor, escritor, pintor, eu vejo estes títulos com outra dimensão. E como vejo de onde estou a partir, não sinto que venho desse espaço.
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