O sector dos componentes automóveis em Portugal pode perder cerca de quatro mil postos de trabalho este ano, quatro vezes mais do que em 2020, avisou o presidente da Associação de Fornecedores da Indústria Automóvel. Em declarações à Lusa, José Couto justificou a situação com a redução de encomendas por parte dos construtores europeus, que se deparam com a “demora” das matérias- -primas “em chegar da Ásia à Europa”, a que se somam outros constrangimentos como despesas crescentes com a energia.
Ouvidos pela JORNAL DE LEIRIA, responsáveis por duas indústrias de componentes automóveis confirmam a intermitência de encomendas por parte dos seus clientes, que têm tido dificuldade em receber matérias-primas, como chips, por exemplo, e referem ainda a subida de custos de produção associados ao aumento do preço da energia. Mas o quadro de despedimentos, asseguram, não se prevê nestas duas empresas.
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