Na biografia que disponibiliza na internet, Michael Jones McKean explica que no seu processo de criação emprega materiais tão diversos como “meteoritos ancestrais” ou “medicamentos psicotrópicos”. E, também, por exemplo, “barcos decadentes”. O próprio planeta Terra é matéria para o trabalho desenvolvido a partir de Richmond, nos Estados Unidos, em que o escultor de 47 anos, natural da Micronésia, no Pacífico, explora a natureza dos objectos em relação com o folclore, a tecnologia, a antropologia e a geografia. O projecto mais ambicioso em que se encontra actualmente envolvido – um projecto de dez anos, à volta do mundo – inclui um Tesouro Nacional português: a Criança do Lapedo, com 29 mil anos, achado obtido no concelho de Leiria que é um marco e um ponto de viragem para a ciência nos campos da arqueologia e da antropologia, e, em especial, nos estudos sobre a evolução, por ser o primeiro esqueleto a demonstrar vestígios de encontros passados entre populações distintas.
O currículo de Michael Jones McKean partilhado online também permite conhecê-lo como professor associado da escola de artes da Virginia Commonwealth University e autor de exposições nos Estados Unidos, França, Canadá, Alemanha, Grécia, Itália e Israel, com vários prémios, bolsas e residências, incluindo a Guggenheim Fellowship, o Nancy Graves Foundation Award e o Core Program do Museum of Fine Arts, em Houston.
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