“Começamos a ter os primeiros adultos com as consequências de uma infância menos mexida. Tenho crianças que, numa fase precoce, não se conhecem a elas próprias, no mundo que as rodeia. Isso, a nível motor, sensorial e a nível do mapeamento corporal, é grave. Leva-nos para crianças que não sabem saltar ou correr, têm medo de saltar de uma cadeira para o chão”. O fisioterapeuta de atletas de elite, Rui Faria, alertou para uma realidade que já surge em consultório e que deixou de ser um problema do futuro.
A falta de actividade física, de movimento e do brincar nas crianças e jovens já está a criar problemas graves ao nível da literacia motora dos adultos que tiveram uma infância limitada ao brincar dentro de um quarto, à luz dos ecrãs.
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