PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Entrevista

“Estou motivado para arregaçar as mangas e fazer reerguer Leiria”

A prioridade agora é reerguer o concelho com união e determinação

Francisco Pedro Francisco Pedro
6 de Fevereiro de 2026
em Entrevista
“Estou motivado para arregaçar as mangas e fazer reerguer Leiria”

(Foto: Ricardo Graça)

Share on FacebookShare on Twitter

Após uma tempestade sem precedentes que devastou Leiria, o presidente da Câmara Municipal, Gonçalo Lopes, diz ter montado um sistema de resposta imediata e multidisciplinar para desobstruir vias, proteger pessoas e restabelecer serviços essenciais. Entre falhas nas comunicações, no abastecimento de água e electricidade, os pedidos urgentes de apoio e manifestações de solidariedade, a prioridade agora é reerguer o concelho com união e determinação

Como foram as primeiras horas após a tempestade?

Foram de resposta imediata e muito intensa. Logo após a tempestade, dirigimo-nos para os Bombeiros Sapadores de Leiria, que transformámos de imediato no centro de coordenação de todas as operações. Era essencial concentrar ali a informação e a tomada de decisão, porque percebemos desde o primeiro momento que estávamos perante uma situação excepcional. Rapidamente ficou claro que teríamos de actuar em várias frentes em simultâneo: a desobstrução de vias, a reposição de serviços essenciais como a electricidade e a água, a resposta social e a protecção das pessoas. Esta foi uma tempestade como nunca tínhamos vivido no concelho, com uma dimensão e uma violência muito superiores a tudo o que conhecíamos. Atingiu o coração da nossa comunidade, sobretudo aquilo que é mais precioso para qualquer pessoa: os seus lares, o espaço de segurança e de refúgio das famílias.

Quais foram as prioridades imediatas?

A primeira prioridade foi perceber, com o maior rigor possível, o estado real do território. Declarámos de imediato Situação de Alerta e activámos o Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil, porque era evidente que estávamos perante uma situação que exigia uma resposta excepcional e coordenada.

Em paralelo, concentrámo-nos na desobstrução das principais vias de comunicação. Precisávamos de garantir acessos transitáveis para permitir a circulação dos meios de socorro, das equipas técnicas e dos serviços essenciais. Sem estradas desimpedidas, tudo o resto fica comprometido. Ao mesmo tempo, fomos sinalizando zonas de risco e áreas de intervenção prioritária, sempre com a preocupação central de proteger pessoas e bens.

Como foi a ligação com as freguesias?

Ficámos sem comunicações, o que nos obrigou a dividir a equipa em vários grupos e a ir fisicamente bater à porta das juntas de freguesia. Não havia outra forma. A partir desse contacto directo, começámos a fazer um levantamento muito concreto da situação em cada freguesia, identificando danos, necessidades urgentes e prioridades.

Demos especial atenção ao sector social, nomeadamente aos lares e instituições que acolhem pessoas mais vulneráveis. A partir desse diagnóstico, começámos a mobilizar os recursos disponíveis para obter geradores para garantir electricidade onde ela era absolutamente essencial, assegurando condições mínimas de segurança e dignidade.

Sentiu-se desapoiado pelo Governo?

Nos primeiros momentos, sentiu-se alguma dificuldade em perceber, à distância, a verdadeira dimensão da catástrofe que tínhamos em mãos. Tivemos de insistir, de elevar a voz, de tornar visível aquilo que estava a acontecer no terreno. Dito isto, o mais importante é o momento actual. Hoje estamos em sintonia, com canais de comunicação abertos e uma disponibilidade clara para trabalhar em conjunto. O nosso foco nunca foi apontar responsabilidades, mas sim garantir que chegava ajuda à população e que tínhamos os meios necessários para responder à dimensão do problema.

Mas tinha sido importante mais apoio nas primeiras horas pós tempestade?

Sim. O meu país é Leiria e se alguma freguesia do meu concelho tivesse um problema, eu estava na linha da frente a apoiá-la a reerguer-se. Quem lidera um país, tem de estar na linha da frente, tem de estar disponível, ter coração e ter emoção.

Porque foi feito um pedido urgente de declaração do estado de calamidade?

Basta percorrer o concelho, visitar as freguesias, circular pelas estradas e falar com as pessoas para perceber a escala dos danos. A destruição de infra-estruturas, os prejuízos nas habitações, nas empresas e no espaço público tornam evidente que estávamos perante uma situação excepcional. A declaração do estado de calamidade era essencial para desbloquear meios, acelerar procedimentos e criar as condições legais e financeiras para uma resposta mais rápida e eficaz. Era absolutamente inevitável face à realidade no terreno.

Há quem se queixe da ausência dos militares no terreno…

As Forças Armadas fizeram a sua avaliação e entraram no terreno no momento que consideraram mais adequado. É natural que, numa situação desta dimensão, muitos de nós gostássemos de os ter visto mais cedo, porque sabemos a importância e a capacidade que trazem. O essencial, no entanto, é reconhecer o contributo que estão agora a dar. Em contextos de emergência, o que conta é a soma dos esforços e a capacidade de trabalhar em conjunto. E nesse aspecto, todos os contributos são importantes para ajudar Leiria a recuperar.

Tem recebido manifestações de solidariedade de vários pontos do País e até do estrangeiro?

À medida que as pessoas e as instituições foram despertando para o que aconteceu na nossa região, de como a nossa cidade ficou, gerou-se uma onda de solidariedade, quer das pessoas de Leiria, quer de fora. Houve reacções impressionantes de autarcas, de emigrantes, de empresas. Temos recebido muitas mensagens de apoio e de solidariedade para nos mantermos confiantes neste processo de reerguer Leiria, sobretudo de muitos leirienses que têm muita expectativa relativamente ao trabalho que vamos fazer para o futuro.

O que está a fazer mais falta ao concelho neste momento, além da reposição do abastecimento de água e electricidade?

Estamos a trabalhar na reposição do abastecimento de água. No caso da electricidade e das comunicações, não depende de nós. O nosso plano de intervenção para os próximos dias é conseguir criar pontos de apoio nas freguesias onde as pessoas possam aceder à internet, ter electricidade para carregar os equipamentos, ou até tomar um banho. Depois vamos ter de repor os telhados das escolas para que possam voltar a funcionar. Foram quase todas afectadas, mas há algumas muito danificadas, como é o caso da D. Dinis, em Leiria, e da escola das Colmeias. Há ainda o trabalho de reposição das vias de comunicação, que começou logo no primeiro dia e que temos vindo a intensificar para que o concelho não tenha uma imagem de guerra. Para a cidade, elegemos três pontos estratégicos. O primeiro é fazer a limpeza da nossa cidade e retirar as árvores derrubadas, em particular no Jardim Luís de Camões. O segundo, é montar um terminal rodoviário para substituir o que foi danificado e garantir o transporte público. E o terceiro é promover uma iniciativa voluntária para transmitir um sentimento de que esta batalha vai ser ganha com a união dos leirienses e o apoio das pessoas de fora.

Esse apelo ao voluntariado e ao sentimento de união é para alargar às freguesias?

Nós já tínhamos lançado esse desafio às freguesias e aquilo que eu expliquei aos presidentes de junta é que têm de assumir os próximos dias como os dias mais importantes da sua vida de autarcas. Têm de assumir a liderança do seu território, têm de ser o presidente de câmara da sua freguesia. Não vamos conseguir ir a todo o lado e aquilo que podemos fazer é estender a nossa ajuda, mas precisamos de pessoas capazes e motivadas, para que em cada localidade haja uma célula daquilo que está a acontecer na cidade. Quem esteve connosco na pandemia já sabe como trabalhamos, quem é novo vai ter de aprender rápido a lidar com catástrofes. Mas também lhe digo uma coisa, se há concelho no País preparado para responder ao que aconteceu é o nosso.

O trabalho que estava a ser feito na promoção do concelho e da região fica comprometido?

Sim, todo o trabalho que se fez de promoção turística, de crescimento, de atractividade cultural, desportiva e económica, fica comprometido pelo menos para este ano, porque agora há outras prioridades. É preciso trabalhar na plantação de árvores, na recuperação económica, do parque escolar, dos pavilhões desportivos, e na recuperação psicológica das pessoas.

Como antecipa a vida na cidade e no concelho nos próximos dias, semanas, meses?

Com enorme expectativa e confiança na capacidade de resolução dos problemas por parte das autoridades, sobretudo da câmara, mas também das associações empresariais e dos movimentos associativos. Não é a primeira vez que reagimos a crises. Esta é a maior de todas, mas estou muito esperançado, muito motivado para arregaçar as mangas e fazer reerguer Leiria.

A região foi visitada por um representante da Comissão Europeia. É esperada ajuda extraordinária da Europa?

Existem mecanismos na União Europeia que podemos accionar, em situações de catástrofe, mas têm de ser accionados pelo Governo. Até agora [sábado], que eu saiba, não foram.

Que mensagem gostaria de deixar aos leirienses?

Que nós vamos reerguer Leiria com a ajuda de todas as instituições do concelho. A autarquia será peça fundamental e eu, como líder do município, sei perfeitamente quais são as minhas responsabilidades. Mas vamos precisar que haja tolerância, determinação e energia. Naturalmente, vamos precisar também da ajuda do Estado no processo de recuperação daquilo que foi destruído no dia 28 de Janeiro, que passa a ser um dos dias mais negros da história de Leiria.

Nota: Esta entrevista foi feita antes do anúncio das medidas anunciadas pelo Governo, para as zonas afectadas pela tempestade, e não foi possível obter uma reacção em tempo útil.

Tópicos: emergênciaentrevistagonçalo lopesjornal de leiriaKristinLeiriamau tempomedidasprotecção civilreacçãotempestade
PartilharTweet

Mais informação

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin
Sociedade

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado
Viver

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
As primeiras seis viaturas já foram entregues a igual número de corpos de bombeiros da região de Leiria
Sociedade

Região de Leiria aprova concurso para comprar seis viaturas e entregar a bombeiros

27 de Outubro de 2026
Próxima publicação
Eleições Presidenciais: Leiria altera locais de voto

Eleições Presidenciais: Leiria altera locais de voto

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?