A coordenadora do m|i|mo está entre as várias gerações que se sentaram perante a objectiva de José Fabião para o clássico retrato de estúdio. Agora que é quase impossível imaginar um mundo sem fotografias, o arquivo do fotógrafo, acumulado no tempo em que a fotografia era momento raro e às vezes solene, parece ainda mais valioso. Sofia Carreira tem o sonho de o tornar acessível ao público, e aberto a pesquisas, em suporte digital. Além dos registos individuais ou em família de milhares de pessoas com ligação ao concelho, inclui imagens da vida social e política de Leiria, com os momentos mais importantes ao longo de décadas, essencialmente no período entre 1939 e 2005.
Os casamentos e baptizados, os momentos entre pais e filhos e os registos para documentos – as chamadas fotografias tipo passe – representam a ligação “mais emocional, mais concreta” ao legado de José Fabião, um diálogo íntimo que pode “potenciar a relação dos leirienses com o Museu”, acredita Sofia Carreira, porque “quase toda a gente foi fotografada naquele ambiente”, primeiro no Bairro dos Anjos e, desde 1976, na Praça Rodrigues Lobo.
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