Pode considerar-se um convite difícil de recusar: acompanhar os quatro Blur (ok, acompanhar a câmara que acompanha os quatro Blur) no regresso para o primeiro disco em oito anos.
O documentário – que abre o 14.º Hádoc nesta terça-feira – oferece o inevitável momento em que o herói se vê confrontado com pedras no caminho. Ou, no caso deles, trocar café e televisão por novas canções e dois concertos em Wembley. Segundo a crítica (cinco estrelas em cinco) publicada pelo New Musical Express aquando da estreia do filme em Junho de 2024, há um desafio para cada protagonista. “O baixista convertido em vendedor de queijos Alex James saboreia o estilo de vida de festa enquanto continua receoso dos seus antigos problemas com o álcool, [Graham] Coxon luta com a ideia de ser uma banda de estádio quando sempre quis ser punk e o baterista convertido em político Dave Rowntree parte uma perna semanas antes de as cortinas subirem”. Quanto a Damon Albarn, toca-lhe o maior clichê, mas, provavelmente, também o mais doloroso: está de coração partido e precisa de verter as lágrimas no estúdio e no palco, uma espécie de paliativo só possível com velhos amigos.
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