Porque trocou a Junta de Freguesia do Arrabal pela Escola Profissional de Leiria?
A liderança de equipas e a relação com pessoas e alunos é uma área de conforto para mim e senti que poderia ter aqui uma nova missão. O convite surgiu no seguimento da minha experiência na área do ensino, pois sou professora há 26 anos. Toda esta experiência pedagógica, a relação com alunos e com pessoas, mas também a experiência política, importa muito para dirigir uma casa desta natureza, porque precisamos de estar sempre a ir ao encontro dos parceiros que podem contribuir para a melhoria do nosso projecto.
Que diferenças existem entre liderar uma escola e uma junta?
Vou começar pelas semelhanças: existem pessoas. Gosto muito de lidar e gerir pessoas. Importo-me com a análise do comportamento humano, no sentido de perceber o que é que cada pessoa é boa a fazer. Todos temos as nossas áreas fortes e áreas fracas. Temos de rentabilizar a potencialidade da pessoa para a encaixar num puzzle e fazermos o todo. Quanto às diferenças, esta escola é um território um pouco menos vasto do que uma junta de freguesia. Embora haja toda a parte das questões pedagógicas internas, de gestão de alunos, de docentes, de famílias, etc, há depois tudo aquilo que é o meio envolvente. As empresas, a Câmara Municipal, a integração destes alunos na comunidade, promover-lhes uma formação também enquanto seres humanos e não apenas o que técnico e cientificamente já fazemos muito bem, mas também relacionarmo-nos com todos estes stakeholders, que fazem rede com o ensino profissional. Uma das minhas palavras-chave é o trabalho em rede. Defendo que é essencial. Na junta de freguesia, esta rede ainda é mais ampla. Esta é a grande diferença.
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