O concurso público para a concessão do Convento de Santo António dos Capuchos, em Leiria, terminou, na semana passada, com a apresentação de uma única proposta, que contempla a transformação do imóvel num hotel de charme.
A secretaria de Estado do Turismo avança ao JORNAL DE LEIRIA que foi entregue uma candidatura, subscrita por um “agrupamento” de empresários, “composto por António Luís Sampaio de Almeida, Carlos Martins Oliveira e Paulo José Pereira De Sousa”.
A proposta “será agora analisada pelo júri” do concurso. Sem revelar pormenores sobre a proposta, que terá ainda de ser validada, António Sampaio, que esteve ligado à gestão do Hotel de Santa Maria e do Hotel de São José, ambos em Fátima, adianta que a proposta aponta para a criação de “uma unidade hoteleira de charme que enobreça e engrandeça Leiria”.
Será um projecto “com qualidade” e “bom para Leiria”, garante o empresário, frisando que, nesta fase, não é possível avançar mais informação. Ao que o JORNAL DE LEIRIA apurou, os outros dois empresários não têm ligações à hotelaria, mas quiseram apostar neste desafio, pela “relevância” do Convento dos Capuchos e pela importância da sua recuperação para a cidade.
[LER_MAIS] O programa do concurso determina que a concessão do imóvel será feita por 50 anos e estabelece como renda anual mínima o valor de 34.150 mil euros, não sendo possível, para já, saber se a proposta apresentada ultrapassa esse valor.
Segundo aquele documento, podiam concorrer “agrupamentos de pessoas singulares ou colectivas, qualquer que seja a actividade por elas exercida, sem que entre as mesmas exista qualquer modalidade jurídica de associação”.
O Convento de Santo António dos Capuchos tem origem em 1657, com elementos arquitectónicos típicos dos conventos capuchinos. Em 1770 foi alvo de obras de ampliação, altura em que foram acrescentados os corpos laterais e os portais barrocos.
No século XIX foi alvo de novas obras de ampliação, que lhe conferiram a disposição actual, com o edificado em volta do claustro e do pátio. Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento ficou na posse do Estado, que o transformou em hospital militar em 1864. Foi restaurado em 1904 e encontra-se devoluto há vários anos.










