Que farei quando tudo arde? O verso de Sá de Miranda (e título de um romance de António Lobo Antunes) podia ser o gatilho do novo álbum de Inês Condeço, em que a compositora regressa aos caminhos da experimentação e do improviso com “uma reflexão” sobre “o lugar de esperança e luz no mundo distópico, desumanizado e veloz”.
Depois de um disco de estreia a solo, Lacuna, colocado entre os 50 melhores álbuns nacionais de 2024 pela equipa da Blitz, a antiga aluna do Orfeão de Leiria e do Conservatório de Ourém volta a coser o piano acústico com a electrónica para tecer ambientes e texturas através da manipulação do som e da voz.
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